A campanha da cresta teve uma quebra significativa na produção de mel no Nordeste Transmontano. Os apicultores alertam para perdas que, em algumas explorações, chegam aos 60%.
Em Mirandela, o apicultor Bruno Ricardo diz que a produção ficou muito abaixo do esperado e explica uma das razões:
À falta de flora provocada pelos incêndios juntaram-se, este ano, as condições meteorológicas.
Luís Romano, apicultor e produtor de Lamalonga, explica que o calor sentido na primavera reduziu a disponibilidade de néctar para as abelhas:
A menor produção reflete-se também no rendimento das explorações.
Luís Romano admite que o aumento dos custos torna cada vez mais difícil manter a atividade:
Perante este cenário, os apicultores defendem um reforço dos apoios ao setor.
O presidente da Associação dos Apicultores do Nordeste e da Cooperativa dos Produtores de Mel da Terra Quente e Frutos Secos, José Carneiro, considera que apoiar a apicultura é também proteger a agricultura:
José Carneiro estima que a quebra na produção de mel ronde os 60% este ano e alerta que, sem medidas de apoio e valorização do setor, o futuro da apicultura na região poderá ficar comprometido.

