A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em comunicado deu conta que está a acompanhar a situação registada no rio Corgo, em Vila Real, e aponta como causa provável da morte de milhares de peixes uma descarga anormal de águas residuais.
A APA diz que foram recolhidas amostras de água do rio e exemplares de peixes para análise laboratorial, com o objetivo de identificar as causas da ocorrência e avaliar a extensão dos impactes ambientais associados, referindo que a avaliação preliminar aponta para a provável ocorrência de uma descarga anormal de águas residuais, de origem ainda por apurar, com eventual entrada no meio hídrico através da rede de águas pluviais.
A investigação dá conta ainda que a descarga foi pontual e terá tido lugar entre os dias 15 e 16 de agosto, período em que se registaram episódios de trovoada acompanhados de precipitação na região.
A APA acrescenta que conjugação deste episódio pontual de poluição com as elevadas temperaturas que se fazem sentir e com o reduzido caudal característico desta época do ano terá contribuído para a mortandade de peixes observada no rio Corgo. A APA diz que continua a acompanhar a situação, em coordenação com as entidades competentes, e vai divulgar informação adicional assim que estejam concluídas as análises laboratoriais.
Recorde-se que no passado sábado e domingo, foram encontrados peixes mortos no rio Corgo, que o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, já está a investigar.
O SEPNA foi alertado para o aparecimento de vários peixes mortos junto ao Parque Corgo, e de imediato os militares deslocaram-se ao local para averiguar a gravidade da situação.
Contactada a autarquia foi informado que estão a ser realizados os trabalhos de remoção dos peixes e a limpeza do local, entre a ponte junto ao Centro de Ciência e o açude.
Fonte da autarquia referiu ainda à CIR, que foi detetada a “presença de substâncias à superfície da água, um odor anómalo e intenso e peixes mortos”.
A redução do caudal do rio pode ser uma das causas da morte dos peixes, no entanto, foram recolhidas amostras para se apurarem as causas efetivas. A autarquia de Vila Real diz ainda que “não existem elementos que permitam determinar as causas da ocorrência ou atribuir responsabilidades, pelo que qualquer conclusão seria prematura.”
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Universidade FM)

