Investimento é superior a 25 milhões de euros. A residência do antigo hotel “Mira Tua” já está pronta, as restantes três (Mirandela, Bragança e Chaves) só no final do ano.
Até ao final de 2026, a Universidade Politécnica de Bragança (UPB), que vai passar a Universidade de Bragança e do Norte Interior, após uma deliberação, aprovada, ontem, na reunião de Conselho de Ministros que decorreu precisamente nas instalações daquele estabelecimento de ensino superior em Bragança, vai ter concluídas quatro novas residências de estudantes distribuídas por Bragança, Mirandela e Chaves, onde tem escolas desconcentradas.
Um investimento superior a 25 milhões de euros, com financiamento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior e do Plano de Recuperação e Resiliência, permitindo passar de 430 para mais de 900 camas disponíveis para os alunos bolseiros.
A residência Mira tua, edificada num antigo hotel no centro urbano de Mirandela, onde está a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, terá capacidade para 60 camas, e brevemente vai ficar pronta uma nova residência no campus da mesma escola com 120 camas, com um investimento superior a 9 milhões de euros.
Em Chaves, já no distrito de Vila Real, onde funciona a Escola Superior de Hotelaria e Bem-Estar, a futura residência terá 120 camas, fruto de um investimento de cerca de 7 milhões de euros.
Em fase de conclusão, está também a residência de estudantes em Bragança, a maior de todas, com capacidade para 200 camas, que vai custar 9,6 milhões de euros.
As quatro novas residências vão permitir “duplicar a oferta de alojamento estudantil”, confirma o agora Reitor da Universidade de Bragança e do Norte Interior.
“Não cobre todos os alunos bolseiros que temos, fica longe disso, ainda não, mas já é uma ajuda substancial”, sublinha Orlando Rodrigues, revelando que tem havido “um desajustamento entre a oferta e a procura”, uma vez que houve um crescimento acentuado do número de alunos, nos últimos anos, atingindo já os 10 mil alunos, admitindo que a escassa oferta “levou mesmo à desistência de alguns estudantes”.
Orlando Rodrigues considera que as novas infraestruturas vão “estabilizar o mercado de arrendamento local e apoiar os estudantes bolseiros que enfrentam dificuldades com os preços dos quartos” e acredita ainda que vão contribuir para colocar um referencial de qualidade no alojamento estudantil. “Estas residências foram feitas por mais de uma portaria com especificações muito rigorosas e têm também um padrão de qualidade que é importante que ocorra”, diz.
Este também pode ser “um trunfo importante” para trazer sustentabilidade ao novo estatuto, agora adquirido, de Universidade, “em particular para os alunos das pós-graduações”afirma Orlando Rodrigues.
As quatro novas residências vão custar 25,6 milhões de euros, cerca de 18,8 milhões assegurados pelo Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior e o Plano de Recuperação e Resiliência, e os restantes 6,8 milhões assegurados pelo orçamento da instituição de ensino superior.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)
Fotografia: imagens da arquitetura
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