O Grupo Desportivo Macedense (GDM) revalidou o título da Taça de Elite de Futsal, depois de vencer o Clube Académico de Mogadouro (CA Mogadouro), por 5-3, no primeiro dérbi transmontano da época.
A competição, organizada pela Associação de Futebol de Bragança (AFB), juntou seis equipas na segunda edição, disputada no Pavilhão Municipal de Vimioso.
Depois de uma primeira parte com dois golos para cada lado, foi a segunda que ditou o resultado final, com duas finalizações de Patrick Simão e outra do guarda-redes Marco Tavares. Pelo CA Mogadouro, os golos foram marcados por Mateus e Joni, aos quais se juntou um autogolo de Vítor Hugo.
O treinador do Macedense, Bruno Angélico, em declarações à AFB, considera que o resultado foi justo, apesar de salientar alguns erros individuais cometidos pela equipa:
“Sim, o jogo foi equilibrado, marcado muito mais por erros nossos individuais do que coletivos. Acho que a primeira parte foi boa, fizemos uma boa parte coletivamente, cometemos dois erros individuais e pagámos caro por isso. A segunda parte foi mais disputada e resiliente, num dérbi distrital muito quente, mas considero que o resultado é justo, porque nós tivemos muitas mais finalizações. Aqui e ali, fomos cometendo um erro individual ou outro que levou a que o resultado fosse mais discutido até ao final, mas considero que a vitória se adequa.”
Já o técnico do CA Mogadouro, Artur Pereira, enalteceu a qualidade da partida, mas deixou críticas à arbitragem:
“Foi um bom jogo, com uma grande intensidade. Como eu disse, temos uma equipa completamente nova, que está a ser construída de raiz, não temos base nenhuma, mas hoje mostrámos que estamos no bom caminho e disputámos o jogo até ao fim. Muito sinceramente, tenho de apontar o dedo à arbitragem, principalmente ao árbitro que, do princípio ao fim, não foi imparcial, infelizmente. Não estou a dizer com isto que o Macedense não merecesse ganhar o jogo, longe disso. Fez o jogo dele, mas a culpa não é do GDM. A culpa é dos árbitros e, por isso, peço que, na próxima edição, seja quem estiver na final, haja melhores árbitros, porque acho que uma Taça de Elite merece uma arbitragem a condizer.”
No que diz respeito à competição, Bruno Angélico elogiou o aumento do número de equipas participantes, mas mostrou-se menos satisfeito com a data escolhida, por considerar que fica demasiado próxima do arranque do campeonato:
“Haver mais equipas é bom. Eu considero que um fim de semana concentrado, quando a nossa competição começa na próxima semana, é desajustado. Haver mais equipas é bom, porque traz mais competição e adeptos. Ao haver mais adeptos, também conseguimos mostrar o bom futsal que se faz no nosso distrito. Por isso, agradam-me muito as seis equipas. Desagradou-me a data, mas também é uma questão pessoal.”
À frente dos “Lobos” de Mogadouro há 13 épocas consecutivas, Artur Pereira também deixou críticas aos horários das partidas:
“Simplesmente não concordo com os horários. Penso que deveríamos colocar jogos na sexta-feira à noite, porque vir jogar uma Taça de Elite e ter de nos levantar às 06h00 da manhã, sair às 07h30 e vir jogar às 10h00 não faz sentido. Não concordo minimamente. E perde-se assim assistência. Temos de pensar, para a evolução da Taça de Elite, em ter cada vez mais público, e não é com jogos às 10h00 que o vamos conseguir. Se marcarmos jogos para sexta-feira à noite e por aí fora, será diferente. É só rever os dias e os horários dos jogos. Seria fantástico haver jogos na sexta-feira à noite, outras equipas jogarem ao sábado, de preferência à tarde ou à noite, e depois, claro, como aconteceu hoje, os jogos finais.”
Em terceiro lugar na Taça de Elite ficou o Clube Desportivo de Miranda do Douro, depois de vencer a Casa do Benfica de Alfândega da Fé por 3-1.
Na quinta posição terminou o Vila Flor Sport Clube, após vencer a Escola Arnaldo Pereira por 9-5.
Fotografia: Associação de Futebol de Bragança

