O Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros (CAMC) encontra-se atualmente numa situação financeira mais promissora, avançou o presidente do clube, Luís Simão, após a última Assembleia Ordinária, realizada no passado dia 11 de setembro, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros.
O dirigente, que regressou ao cargo depois de ter liderado o clube durante 12 anos, assumiu como uma das principais prioridades a estabilização financeira da instituição. Ao fim de quase dez meses, considera que esse objetivo está a ser alcançado de forma gradual:
“O clube agora está muito melhor. Graças a Deus, conseguimos fazer um trabalho muito bom, toda a direção. Também considero que foi por causa disso que apostei um bocado em pessoas que têm empresas e que olham para isto com uma visão empresarial, e isso tem-nos trazido alguns frutos.
Como sabe, participamos em quase tudo, em festas, até disse na brincadeira que até a arraiais vamos. Em relação à venda das camisolas, acho que o Clube Atlético há muitos anos que não vendia tantas como este ano. É um trabalho nosso que está a dar frutos.
Agora também apostamos nos nossos jovens, com o objetivo de trazer as famílias ao futebol, porque uma das coisas que notámos no ano passado foi que muito pouca gente vinha ver os seniores.”
Apesar de ainda existirem duas dívidas herdadas da anterior direção que estão a ser liquidadas, Luís Simão considera que a situação financeira do clube melhorou. O objetivo passa agora por recuperar a confiança e garantir maior sustentabilidade de uma das instituições desportivas mais emblemáticas do concelho:
“O clube está muito melhor. Na altura, tínhamos como prioridade os pagamentos. Atualmente, só temos duas ou três dívidas que ainda não estão pagas.
Está muito mais saudável. Claro que não vou dizer que estamos a passar um bom momento, porque não estamos. Poderíamos ter aqui muitas mais atividades, mas estamos condicionados pela parte financeira.
Temos prioridades, que são manter a equipa sénior, que considero uma mais-valia para este clube, e a formação. Estamos a trabalhar para perceber aquilo que vamos conseguir ter. Estou em crer que teremos os mesmos escalões que tivemos no ano passado.”
O dirigente deixa, por isso, um apelo à comunidade macedense para apoiar a equipa e marcar presença no estádio nos jogos realizados em casa.
“O maior apelo que faço, sinceramente, não só aqui como nas outras organizações, desportivas ou não, é que os habitantes de Macedo percebam que as instituições precisam deles.
Não basta ir às reuniões e dizer que está mal e que se vai meter alguém em tribunal. Isso também é importante, claro que sim. Se fizeram coisas ilícitas, terão de responder por isso. Agora, as pessoas também devem estar aqui aos domingos, porque, se fizermos mil euros de receita numa entrada, não fazemos cem.
O clube está um bocado afastado da cidade, mas acho que isso não é desculpa para tudo. Os macedenses, se acreditam realmente nesta equipa que está aqui a trabalhar, e acho que devem acreditar, têm de vir ao estádio.
Provámos que podem acreditar, porque fizemos um trabalho muito bom de janeiro até julho e pagámos muita coisa que não era nossa. Faço um apelo aos macedenses para virem ao estádio nos jogos em casa. Mesmo que corra mal, apoiem, porque são atletas da nossa formação e são filhos de Macedo.”
A direção implementou ainda um sistema de ajudas de custo aos jogadores, que inclui também a distribuição de bens alimentares, com o objetivo de apoiar diretamente os atletas.
Fundado em 1954, o Clube Atlético de Macedo de Cavaleiros soma, ao longo do seu percurso competitivo, um título de campeão nacional da III Divisão, 13 campeonatos distritais e seis Taças da Associação de Futebol de Bragança.
Atualmente, o clube conta com cerca de 900 sócios, dos quais aproximadamente 200 têm as quotas regularizadas. Na secção de atletismo estão inscritos cerca de 60 atletas, enquanto o número de jogadores no futebol de formação ainda está a ser definido. O clube mantém também uma equipa sénior em competição.

