A maioria das Associações Humanitárias dos bombeiros do distrito de Vila Real estão a enfrentar sérias dificuldades devido aos custos constantes do preço dos combustíveis.
O presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Vila Real, Hernâni Carvalho, diz que “é urgente repensar o financiamento” dos corpos de Bombeiros, dando-lhe maior sustentação, criando uma linha idêntica ao gasóleo agrícola.
“É urgente repensar o modelo de financiamento das associações de bombeiros, dar-lhe a previsibilidade, dar-lhe a certeza e a garantia de pagamentos atempados e dar-lhe maior sustentação. Tendemos há muito tempo que haja uma linha de gás óleo para esta atividade do socorro, uma linha semelhante àquilo que existe para outros setores, como o gás óleo agrícola, o gás óleo profissional, e que haja aqui uma distinção positiva das associações e do socorro. Só pena de estarmos mais uma vez a estrangular a vida financeira daqueles que suportam o socorro em Portugal.“
Os apoios existentes não são os suficientes na opinião de Hernâni Carvalho, que alerta que tem de passar por outra solução.
“Temos que, sim, olhar para a base do financiamento e perceber que associações humanitárias, as responsabilidades que têm no socorro contra horarias débeis, fazem mecanismos de resposta também eles debilitados e também eles débeis. É importante não andarmos aqui com pequenos cuidados paliativos, mas sim promover a verdadeira saúde financeira daqueles que suportam o socorro em Portugal.”
O também comandante dos bombeiros de Salto, no concelho de Montalegre reafirma a necessidade de os bombeiros serem valorizados em todas as vertentes.
“Há aqui uma necessidade iminente de valorizar os nossos quadros profissionais, de estruturar uma carreira. Isto só se faz com condições financeiras, porque acima daquilo que é o trabalho dos bombeiros e a importância que têm no mecanismo de socorro, estas associações humanitárias têm também uma função social que no interior ganha maior destaque. Há muitas vilas e até muitas aldeias do nosso distrito onde a associação humanitária é o principal com o empregador da terra e se não é o principal é o segundo ou terceiro.”
É essa a função social, é essa a função económica e que não pode ser desprezada.
Hernâni Carvalho frisa que no distrito e devido ao esforço das associações o socorro às populações não está em causa, no entanto, diz que já há corporações com muitas dificuldades no pagamento aos seis fornecedores.
Informação CIR (Escrito por Universidade FM)

