O Ministro da Agricultura lançou um desafio aos presidentes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e aos autarcas para que no próximo ciclo de fundos europeus, de 2028 a 2034, “coloquem como prioridade a elegibilidade da agricultura e da floresta”, ao contrário do que aconteceu no atual Programa Portugal 2030, sob pena de se perder uma enorme janela de oportunidade de criação de riqueza e coesão territorial.
José Manuel Fernandes considera que, para o período 2021-2027, “antes de chegarmos ao Governo, o que estava destinado era zero, e zero de 3.400 milhões de euros, e portanto agora felizmente há o enoturismo a avançar, há um apoio para as cooperativas, e o que estou a dizer é algo muito simples, é que não se esqueçam que a agricultura e floresta são criação de riqueza e coesão territorial”, refere o titular da pasta da Agricultura.
“Nos milhares de milhões que vão existir de 2028 a 2034, devem colocar a ilegibilidade da agricultura e da floresta, porque são essenciais, e é essa a mensagem que tenho feito em termos de intervenções públicas e não só aos presidentes das CCDR’s, em reuniões, mas também aos autarcas”, afirmou o Governante em declarações ao Mensageiro na sua recente visita a Valpaços, na passada sexta-feira, precisamente num território de baixa densidade onde considera ser “essencial” uma maior aposta na floresta e na agricultura nos próximos anos.
“Em territórios como Valpaços, o que é que cria riqueza e fixa a população, para além de alguma pequena indústria, é a agricultura, é a agroindústria, que depois também traz investigação e inovação, é a floresta, é o evitar-se também os incêndios, é a prevenção, é a atratividade do território, é turismo que existe se tivermos um território bem cuidado e onde os recursos financeiros dos programas operacionais regionais também devem ter este objetivo”, vincou.
O Ministro da Agricultura a deixar recados para os autarcas tendo em vista o próximo grande ciclo de fundos europeus do Quadro Financeiro Purianual da União Europeia, para o período de 2028 a 2034, cujas propostas e negociações do novo pacote orçamental estão em curso, sucedendo ao atual Programa Portugal 2030.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

