Foi apresentado ontem, em Vila Real, uma estratégia que pretende promover o enoturismo no Norte de Portugal e na Galiza. O projeto é do Eixo Atlântico que aposta num plano que potencializa o enoturismo nas regiões de Valdeorras e Ribeira Sacra, na Galiza, e do Douro, Vinhos Verdes e Trás-os-Montes.
O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Vázquez Mao refere que este projeto pretende fixar por mais dias os turistas nestas regiões, juntando o enoturismo ao termalismo, natureza e gastronomia.
“Porque ao invés de ficar três dias em uma cidade, vai ficar uma semana e vai viajar pelo território. E, portanto, temos que dar-lhe argumentos que as pessoas gostem.”
“Já trabalhamos em algo em que somos líderes, principalmente no norte de Portugal, ainda mais. Galícia, província de Ourense, que é fronteira. E agora chegou a altura de colocar em valor o vinho. Porque já temos um território patrimonial da humanidade.”
“Temos uns vinhos que nestes anos se colocaram os melhores vinhos do mundo. Temos um património natural e um património arquitetónico singular.”
O relatório aponta como líder do projeto o Douro e a cidade de Vila Real. O presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, defende que é necessário continuar “a melhorar” a oferta turística na região duriense.
“Naturalmente, Vila Real, enquanto, evidentemente, uma das maiores cidades, portanto, desta região, ser um polo que agrega um conjunto de vontades, na sua interligação também com uma outra parte do território, nomeadamente com a Ribeira Sacra.”
“Portanto tem feito um trabalho também muito interessante neste domínio, queremos aqui um conjunto de sinergias que potenciem estes dois territórios e, no caso do Douro, alavanque ainda mais aquilo que é a nossa oferta.”
Carmen Pardo, da Universidade de Santiago de Compostela e coautora do estudo, disse que o objetivo inicial era o de desenvolver o enoturismo em duas regiões vinícolas portuguesa (Verdes e Trás-os-Montes) e espanholas, mas mudou, depois de estudarem o Douro como fonte de inspiração.
“Inicialmente éramos quatro acadêmicos a tentar desenhar uma folha de rota, umas propostas para desenvolver o enoturismo em quatro DOCs, duas galegas e duas portuguesas.”
“Pelo caminho que se faz quando se faz um plano de ação, um diagnóstico, mas também se vai ver quem já sabe do assunto, neste caso do enoturismo, para ter boas práticas, para ter inspiração, para ver casos de sucesso em outros territórios.”
“Um dos territórios foi, obviamente, o Douro, por isso digo que pelo caminho mudou um bocadinho, que foi muito inspirador, não para copiar, porque o enoturismo, se se copia, é um insucesso, é para se inspirar e para ver o que funcionou e o que não funcionou.”
“Só que pelo caminho detectamos, sendo o Eixo Atlântico alguém que está a liderar o trabalho conjunto entre todos os municípios da Galiza e do norte de Portugal, é que ainda havia caminho para andar e oportunidades para explorar.”
O relatório propõe desenvolver o conceito de “turismo de autor” ou seja mais personalizado.
Informação CIR (Escrito por Universidade FM)

