Presidente da Câmara de Chaves diz que Ministra da Saúde não cumpriu promessas para o Alto Tâmega

O presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, diz que a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, não cumpriu o que prometeu e nem contribuiu para a resolução dos problemas estruturais do Hospital de Chaves.

O autarca em conferência de imprensa reagiu as declarações da Ministra da Saúde durante a audição na Comissão Parlamentar onde deu conta que contrariamente ao prometido a Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega e Barroso não vai avançar.

O presidente da Câmara de Chaves exige conhecer o que originou o retrocesso na criação da ULS:

“A senhora Ministra da Saúde, em 2023, e depois reafirmou em 2025, disse que, de facto, seria uma representante dos interesses do distrito e que, nessa perspetiva, estaria muito focada e comprometida em resolver a questão da saúde.

Mas, na verdade, não contribuiu para a resolução de nenhum dos problemas estruturais que a Unidade Hospitalar de Chaves apresenta.

Ela prometeu, dizendo que havia um estudo relativamente à criação da Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega e Barroso. Percebemos agora que, afinal, não haverá estudo.

Anteriormente, seria uma forma de organizar e integrar a área da saúde neste território, que integra os seis concelhos, com mais de 80 mil pessoas servidas. Parece que agora não é solução.

O que pedimos à senhora Ministra é que explique esta mudança de opinião. Pedimos que explique porque antes havia estudo e agora já não há. E também exigimos que, se há estudo, que nos faculte esse estudo.

Nós gostaríamos de conhecer o diagnóstico, mas, sobretudo, a avaliação e as propostas que este estudo apresentaria.”

Nuno Vaz lamenta que a palavra da Ministra não seja cumprida também em relação às Urgências e ao Internamento de Pediatria do Hospital de Chaves:

“O que aqui foi dito é que estaria a ser encontrada uma solução para aquilo que era um problema de inexistência de uma urgência pediátrica, porque funciona, ainda hoje, das oito da manhã às vinte da noite, apenas nos dias úteis.

Percebemos também que agora, nesse processo, não houve evolução nenhuma.

Também ficou aqui a promessa de que haveria uma vontade de poder encontrar uma solução para o internamento pediátrico. Parece que nenhum destes compromissos foi cumprido, sendo que o primeiro era muito mais forte.

Verdadeiramente, percebemos que as três promessas foram incumpridas.”

O presidente da Câmara diz que a população do Alto Tâmega e Barroso aguarda ainda pela abertura dos Cuidados Intermédios:

“Por outro lado, temos assistido, ao longo dos tempos, desde 2024 e 2025, a promessas sucessivas de abertura dos cuidados intermédios.

Já no anterior Conselho de Administração se disse, por diferentes vezes, que estariam reunidas as condições para os cuidados intermédios poderem abrir, porque já haveria recursos humanos, particularmente enfermeiros.

E agora, na sequência de reuniões com a senhora Ministra, de reuniões com o senhor presidente da ULS, a data que foi fixada seria maio de 2026.

Pois, estamos exatamente a entrar em outubro e não temos ainda uma data definida quanto à abertura deste serviço, que nos parece essencial.

É um serviço muito importante na dimensão da afirmação e da valorização da área cirúrgica, mas também, naturalmente, para a afirmação desta unidade de saúde.”

O presidente da Câmara de Chaves e os restantes autarcas do Alto Tâmega e Barroso dizem que vão continuar a reivindicar melhorias na Saúde e a lutar pela criação da ULS:

“Mas eu acredito mesmo que nas áreas médicas e também nas urgências médico-cirúrgicas, mas também, enfim, em algumas áreas da cirurgia, eu acho que havia um ganho fundamental. Fundamental porquê? Porque uma autonomia administrativa, jurídica e financeira permitiria, na minha perspetiva, captar médicos, sobretudo criando carreiras que noutros locais não existem e, de facto, criando uma unidade nova, certamente haveria carreiras médicas e nas outras áreas de saúde, que certamente seria um incentivo, um estímulo para a captação de jovens médicos.

E a verdade é que nós temos do território do Alto Tâmega Barroso algumas dezenas de médicos pelo país e, certamente, seria uma oportunidade de poderem regressar à sua terra e poderem, aqui, fazerem aquilo que é essencial, que é cumprir a sua missão e a sua missão é, naturalmente, ajudarem o próximo. ”

O presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, continua a defender a importância da Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega e Barroso apontando algumas das vantagens.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Universidade FM)

Ouça aqui a peça:

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