“Via Estreita” pede ao Governo esclarecimentos sobre canal da Linha do Corgo

O movimento cívico “Via Estreita” pede ao Governo esclarecimentos sobre canal da Linha do Corgo. Em carta aberta enviada ao Primeiro Ministro e ao Ministro das Infraestruturas este movimento questiona sobre as intenções do Governo e das autarquias sobre o futuro da linha do Corgo.

Daniel Conde, um dos elementos deste movimento, espera ver esclarecidas as dúvidas sobre eventuais discordâncias entre o Governo e autarquias, uma vez que a Linha do Corgo está no Plano Ferroviário Nacional, mas as autarquias continuam a investir fundos comunitários no canal para construir ciclovias:

“Não podemos ter, ao mesmo tempo, e isto é algo que os próprios cidadãos têm apontado amiúde há já alguns meses, um canal ferroviário que está marcado por mais do que um documento de índole política nacional, documentos que são emanados do Governo e da Assembleia da República, a apontar a reabertura integral da Linha do Corgo, desde a Régua até Chaves.

E, por outro lado, autarquias que têm agido de forma completamente autista, na sua bolha, que não sabem nem querem saber deste processo e que continuam, placidamente, a ocupar este canal e a gastar dinheiros públicos com obras de circunstância, como uma ciclovia.”

Daniel Conde diz que esta carta é mais uma forma de informar o Governo para que possa agir.

“Sim, isto é uma forma também de pressionar o Governo e o Ministério das Infraestruturas a agir e a tomar conta desta, perdoem-me a expressão mais uma vez, desta baderna que está a acontecer na Linha do Corgo.”

Nesta questão ao Primeiro Ministro, Luís Montenegro e ao Ministro das Infraestruturas, Pinto Luz, o movimento “Via Estreita” pretende saber se o Governo considera a “ocupação física do canal” compatível com o plano nacional ferroviário aprovado em Conselho de Ministros em 2025.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Universidade FM)

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