As 29.ª Jornadas Culturais de Balsamão terminaram este domingo, em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros, depois de quatro dias dedicados à reflexão sobre as festas e romarias de Trás-os-Montes, entre o sagrado e o profano.
O responsável pela organização da iniciativa, padre Basileu Pires, faz um balanço positivo das jornadas, que contaram com cerca de 35 a 40 participantes, entre inscritos e conferencistas:
“Estas jornadas foram muito positivas. Nós preparámo-las bem, obviamente, e, quando se prepara bem, eu acho que corre bem.
A participação não foi excessiva, mas foi até mais do que nós esperávamos. Andaram por volta dos 25 participantes inscritos, fora dos conferencistas.
No total, andaram por volta dos 35, 40, por aí. Portanto, foi um número razoável.”
Apesar da avaliação positiva, os participantes deixaram também sugestões para futuras edições, nomeadamente a redução do número de conferências e a criação de mais tempo para o diálogo entre conferencistas e participantes:
“As conferências foram muito profundas, principalmente na sexta-feira. Foi bastante intenso, embora as pessoas, na avaliação, tenham dito que, se calhar, as temáticas deviam ser mais pequenas, não haver tantas conferências, para dar mais tempo para o diálogo entre o conferencista e os participantes.”
Para o padre Basileu Pires, uma das principais mensagens das jornadas passa pela importância das festas enquanto elemento da identidade transmontana, mas também pela necessidade de manter o diálogo entre a fé e a cultura:
“O nosso povo, as nossas festas, que são uma identidade do povo aqui transmontano, são uma grande riqueza.
E, depois, também, obviamente, fica esta ideia de que, às vezes, é preciso mais diálogo entre a fé e a cultura e entre a fé e a expressão religiosa, para sermos um pouco mais críticos e para que as festas exerçam a sua função, não só de manter as tradições, mas também de ajudar as pessoas a crescer na verdadeira fé.”
O tema da próxima edição já está escolhido e aponta precisamente para a relação entre a fé, a cultura e a experiência humana num contexto marcado pela inteligência artificial:
“Continuar este diálogo entre a fé e a cultura, já que, no próximo ano, fazemos 30 anos das Jornadas Culturais, avaliar um pouco o caminho feito e tratar este tema: a experiência humana, a experiência humana e de fé, obviamente, nesta era digital de inteligência artificial.”
A próxima edição, que assinala os 30 anos das Jornadas Culturais de Balsamão, deverá, assim, aprofundar o diálogo entre fé e cultura, com particular atenção à experiência humana na era digital e da inteligência artificial.

