Agricultores transmontanos ao lado da CAP na revindicação de medidas de emergência para fazer face aos elevados custos de produção

Mais de meia centena de organizações de agricultores, cooperativas e produtores agro-florestais de Trás-os-Montes e Alto Douro reafirmam “apoio incondicional” ao manifesto e reivindicações que foram apresentadas pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e que reclamam “medidas de emergência para o setor, face à insustentabilidade dos custos de produção”.

Num comunicado conjunto, divulgado esta sexta-feira, as organizações dizem subscrever o “grito de alerta para a situação limite em que se encontra o setor primário nacional” e consideram que a agricultura, a pecuária e a floresta enfrentam na região um “cenário de rutura”, dando como exemplos, “a desertificação humana, a interioridade, as alterações climáticas e a disparidade de condições face a outros mercados externos”, considerando que esta conjugação negativa “tornaram insustentável a manutenção de milhares de explorações familiares na região”.

Entre os problemas sinalizados, estão o aumento dos custos com energia, combustíveis, fertilizantes, fitofármacos e alimentação animal.

As estruturas defendem a aprovação imediata do pacote de emergência proposto pela CAP, com medidas destinadas a mitigar os custos de produção e garantir a tesouraria das explorações.

Pedem também, ajustamentos no apoio à agricultura de montanha e de sequeiro, defendendo que as medidas agroambientais e os fundos comunitários sejam adaptados às condições específicas de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Defendem ainda investimentos urgentes em retenção de água e infraestruturas de regadio, que consideram “essenciais para combater a escassez hídrica crónica que ameaça as culturas da região”, explica o comunicado conjunto.

Por fim, reivindicam “a valorização da produção nacional e combate às práticas desleais na cadeia de abastecimento”, com o intuito de “salvaguardar o rendimento de quem trabalha a terra”.

No mesmo comunicado, apelam ao Governo e aos restantes órgãos de soberania para que adotem medidas com urgência, antes que o abandono rural se torne “irreversível”. Para os subscritores, “Sem agricultura não há coesão territorial, não há Interior e não há futuro para Portugal”.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

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