O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros inaugura, no próximo domingo, 18 de outubro, às 16h00, a exposição “HOLOCENOSE (+)”, integrada na Bienal de Arte Contemporânea Terras de Trás-os-Montes – Linha da Terra.
A mostra cruza arte, ciência e indústria, explorando as possibilidades artísticas da técnica de fundição. A diretora artística da Bienal, Inês Falcão, destaca o caráter diferenciador da exposição.
“É uma exposição completamente diferente de todas as que os macedenses puderam contemplar em Macedo de Cavaleiros.
Desde logo, porque resulta de uma parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
O projeto tem curadoria de Rui Ferro e Marta Lima, sendo Rui Ferro também professor naquela faculdade.
Considero que apresenta uma visão diferente daquilo que habitualmente associamos à fundição e das possibilidades artísticas que esta técnica oferece.”
A exposição resulta de uma plataforma colaborativa entre a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e a Associação Portuguesa de Fundição, aproximando a investigação científica da criação artística.
Inês Falcão sublinha precisamente essa ligação, explicando que as obras resultam também de processos de investigação em torno da técnica de fundição.
“É uma exposição que recorre à técnica de fundição, realizada a temperaturas altíssimas.
São obras que os próprios artistas desenvolveram em contexto de investigação, explorando os diferentes procedimentos associados à fundição.
A exposição inclui também painéis de grandes dimensões que representam outros artistas. Acho que vale a pena visitar o Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros para perceber melhor do que se trata. É uma exposição um bocadinho fora da caixa.”
A mostra reúne trabalhos de Alexandre Costa, Ana Raquel Silva, Carlos Barreira, Daniel Sorrentino, Maria Isabel Neves, Maria Palma, Marta Lima, Norberto Jorge, Rita Machado, Rui Ferro e Teresa Bastos.
Bienal de Arte Contemporânea chega também a Vimioso, Vinhais e Vila Flor
A programação da Bienal estende-se, nos próximos dias, a outros três concelhos das Terras de Trás-os-Montes.
Em Vimioso, a Casa da Cultura inaugura, amanhã, às 16h00, uma exposição coletiva com obras de 30 artistas, entre os quais Nadir Afonso, Acácio de Carvalho, João Alexandrino, conhecido como JAS, e António Macedo.
Com curadoria de Felícia de Sousa, a mostra reúne pintura, escultura e instalação, explorando a paisagem, a memória e as formas de habitar um território de fronteira.
Em Vinhais, o Centro Cultural Solar dos Condes inaugura, no dia 20, às 18h00, uma exposição com trabalhos de 26 artistas. Álvaro Siza Vieira, Paulo Neves, Zulmiro de Carvalho, Isabel Padrão e Henrique do Vale estão entre os autores representados.
Com curadoria de Agostinho Santos, a mostra reúne pintura, desenho e escultura, abordando a relação entre o ser humano e o território através de paisagens, emoções e inquietações contemporâneas.
Já em Vila Flor, a Casa das Artes recebe, a partir da próxima semana, uma exposição coletiva com obras de 22 artistas, sob curadoria de Alexandra Silvano. Ana Pérez-Quiroga, Cristina Ataíde, Joana Vasconcelos, Leonel Moura, Pedro Calapez e Sofia Areal estão entre os artistas representados.
A mostra aborda temas como a paisagem, a memória, a natureza e as inquietações do mundo contemporâneo.
Estas exposições integram a Bienal Linha da Terra, promovida pela Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, com direção artística de Inês Falcão.
No total, a iniciativa reúne cerca de 160 artistas em 14 exposições, distribuídas por 13 espaços dos nove concelhos da região.
As exposições têm entrada gratuita e podem ser visitadas até 31 de dezembro, nos horários de funcionamento dos respetivos espaços culturais.
Sob o mote “Um território ligado pela arte”, a Bienal pretende aproximar a arte contemporânea das comunidades, incentivar a circulação de públicos entre os concelhos e contribuir para a descentralização cultural e para a valorização dos espaços culturais locais.
Veja aqui o cartaz:


