O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros recebe a exposição “HOLOCENOSE (+)”, integrada na Bienal de Arte Contemporânea Terras de Trás-os-Montes – Linha da Terra.
A mostra cruza arte contemporânea, ciência e indústria, dando particular destaque à escultura e aos processos de fundição.
O projeto resulta de uma parceria entre a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e a Associação Portuguesa de Fundição, com curadoria de Rui Ferro e Marta Lima.
A iniciativa procura dar visibilidade ao trabalho artístico desenvolvido a partir destes processos e explorar outras formas de trabalhar os materiais e os espaços, como explica o curador da exposição, Rui Ferro:
“O ‘mais’ é um acrescento de visibilidade aos docentes participantes, que acabaram por assumir funções de investigadores, produtores de conteúdos e organizadores.
Pretende-se também mostrar que existe um discurso artístico e toda uma preocupação com a produção discursiva, que é importante destacar nesta exposição.”
A exposição propõe uma experiência que vai além daquilo que é apenas visível, explorando também as texturas, os volumes e os próprios materiais.
A curadora da exposição, Marta Lima, explica que a fundição serve de ponto de partida para dar maior destaque à escultura:
“Pegamos na fundição como base para criar uma exposição de escultura, porque achamos que somos todos artistas plásticos, mas do ramo da escultura, e que é importante, para além da pintura, podermos ter a escultura representada de uma forma mais forte.”
A Bienal de Arte Contemporânea Terras de Trás-os-Montes abrange, nesta edição, os nove municípios da região, com 14 exposições, cerca de 160 artistas e 15 curadores.
A diretora artística da Bienal, Inês Falcão, destaca a descentralização da arte contemporânea como um dos principais objetivos da iniciativa:
“Pretende, sobretudo, a descentralização da arte, porque tínhamos começado a primeira e a segunda Bienal num contexto muito mais reduzido e, agora, esta abrangência aos nove municípios acho que dá um impacto maior, a nível nacional e internacional.”
Também o presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, sublinha a importância de aproximar a arte da população, em particular dos mais jovens:
“Não só para trazer a arte ao nosso concelho, ao nosso território, mas também para mostrar a arte aos mais jovens.
Pretende-se que esta exposição esteja aberta a todos e que os jovens tenham outra visão e outra apetência para ver a arte de perto, ver melhor e aprender mais com esta exposição.”
A exposição “HOLOCENOSE (+)” pode ser visitada no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros até 31 de dezembro.
Estão também previstas atividades com escolas e outros grupos da comunidade, com o objetivo de promover o contacto com a arte contemporânea.








