Vírus shamonda confirmado em Vimioso no distrito de Bragança

A presença do vírus Shamonda, que afeta sobretudo bovinos, foi confirmada no concelho de Vimioso pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), no último boletim epidemiológico, publicado a 13 de outubro de 2026.

Segundo o boletim da DGAV, foram realizados testes laboratoriais que deram resultado positivo, confirmando a circulação do vírus nos animais analisados.

Através do teste denominado elisa positivo, há a confirmação de que existe a presença de anticorpos específicos no sangue dos bovinos, provando que o rebanho teve contacto e gerou resposta imunitária contra a doença.

Este vírus foi detetado pela primeira vez na Europa durante este verão e afeta sobretudo os bovinos, com transmissão pela picada de pequenos insetos do género Culicoides.

Entre os sintomas estão febre, diarreia, prostração e diminuição da produção de leite.

Em animais gestantes, o vírus pode também estar associado a abortos e malformações fetais, nomeadamente ao nível do sistema nervoso central. Além de provocar atrasos no crescimento.

A DGAV alerta para a importância da vigilância dos animais e da adoção de medidas de proteção contra os insetos transmissores, uma vez que não existe, atualmente, uma vacina contra este vírus.

Entre as medidas de prevenção estão a desinsetização dos animais,e o reforço dos cuidados no transporte de gado, e a desinfeção dos veículos no transporte dos bovinos. É também recomendada muita atenção com animais provenientes de outras explorações.

Apesar da preocupação no setor, não existem, até ao momento, evidências de que o vírus Shamonda seja transmissível aos seres humanos.

A Rádio Onda Livre já questionou a DGAV com o objetivo se perceber quantos animais foram infetados e quantas explorações estão a ser abrangidas, no concelho de Vimioso.

De acordo com os dados da DGAV, referentes a 13 de outubro, tinham sido identificadas explorações afetadas em seis distritos, Beja, Évora, Portalegre, Lisboa, Setúbal e Bragança. Metade das explorações afetadas situavam-se no Alentejo.

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