Trabalhadoras da limpeza que colaboram em empresa que presta serviço no hospital de Mirandela em greve por “desrespeito pelos direitos laborais”

As trabalhadoras da limpeza industrial da empresa “Limpezas Felizes”, que prestam serviço no Hospital de Mirandela, estão, esta quarta-feira, em greve e realizaram, esta manhã, uma concentração à porta do Hospital, para denunciar o que dizem ser o “desrespeito pelos seus direitos laborais e exigir o cumprimento da lei e do Contrato Coletivo de Trabalho do setor da Limpeza Industrial”, explica Vivalda Silva, do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Atividades Diversas (STAD).

“As trabalhadoras exigem o pagamento dos valores retirados relativos aos feriados e ao subsídio de alimentação, o pagamento do trabalho realizado aos domingos nos subsídios de férias e de Natal, bem como a majoração dos dias de férias a que têm direito por não terem faltado”, refere a responsável nacional pelo setor da limpeza industrial do STAD.

“Estamos a falar de uma empresa que tem, a nível nacional, muitos postos de trabalho e que inclusive muitos deles não pagam salário no último dia útil do mês, paga a dia 7, 8, 9, 10 e é um setor que todos reconhecem ser de salários baixos, para terem qualquer coisinha a mais no final do mês trabalham muitas horas, trabalham sábados, trabalham domingos, trabalham feriados e depois estas empresas não cumprem”, denuncia Vivalda Silva.

No Hospital de Mirandela, para esta empresa trabalham cerca de uma dezena de pessoas, desde janeiro deste ano. Marília Silva, é uma dessas funcionárias. “Nunca tivemos uma empresa como esta”, conta. “Desde janeiro, nunca cumpriu com os nossos direitos, nos feriados têm de nos pagar 75 euros, só nos querem pagar 35, para nos pagar temos que parar tudo”, diz.

Além disso, “No mês de março, foi embora uma colega dos domingos, não meteram ninguém para o lugar dela, andam duas colegas a trabalhar aos domingos, quando falta pessoal eles não metem, falta alguém andemos a tapar buracos, é assim a nossa vida”, lamenta.

Vivalda Silva, revela que a empresa em causa não tem manifestado interesse em resolver esta questões laborais reivindicadas pelas trabalhadoras. “A única reunião que houve, foi por videoconferência e o senhor chegou e disse logo que só tinha 5 minutos para estar na reunião, ou seja, não há diálogo social”, diz a dirigente sindical que revela já ter denunciado o caso à Autoridade para as Condições do Trabalho e à administração da ULS do Nordeste, mas sem respostas.

Até ao momento, ainda não foi possível chegar à fala com a empresa “Limpezas felizes”.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

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