O projeto das obras de reabilitação da Estação Ferroviária de Mirandela, transformada em “Estação das Artes” – inaugurado no dia 25 de setembro de 2024 – da autoria de uma equipa de projeto, constituída por técnicos de várias especialidades, da Associação de Municípios da Terra Quente Transmontana e do Município mirandelense, foi o vencedor geral – o mais votado pelo público – da 2ª edição dos prémios dos Fundos Europeus promovidos pela Agência para o Desenvolvimento e Coesão, no âmbito do Portugal 2030 que distingue projetos cofinanciados pela União Europeia com impacto relevante em Portugal.
O projeto já tinha sido selecionado como um dos cinco finalistas na categoria de “Portugal mais Próximo dos Cidadãos” indicada para projetos que valorizem o desenvolvimento local, promovam a coesão social e territorial e contribuam para cidades mais sustentáveis.
Ontem, durante a Gala de entrega dos prémios, no Centro de Congressos de Lisboa, foram distinguidos os vencedores nas diferentes categorias e o vencedor geral, aquele que o público mais votou no último mês, depois de terem sido conhecidos os finalistas.
Na categoria “Portugal mais Próximo dos Cidadãos”, onde estava como finalista o projeto de reabilitação da estação ferroviária de Mirandela, o júri atribuiu a vitória ao projeto “Rede Aldeias do Xisto 2020 – 2ª Etapa”.
O último prémio entregue foi o mais votado pelo público entre todos os que tinham sido selecionados como finalistas e aí a vitória foi para o projeto de equalificação da estação Ferroviária de Mirandela.
IMÓVEL EMBLEMÁTICO
O edifício da antiga estação da CP tinha vindo a degradar-se, desde a desativação da linha do Tua, na década de 1990. A estação, construída em 1887, foi uma referência no transporte de mercadorias e passageiros, mas, em 1991, a CP encerrou o troço ferroviário entre Mirandela e Bragança, e desde então, o edifício, em pleno centro da cidade, ficou votado ao abandono sem qualquer tipo de requalificação.
Em setembro de 2019, foi estabelecido um acordo que permitiu a reabilitação do edifício. A câmara e a Infraestruturas de Portugal celebraram um contrato de comodato que garante o usufruto de edifícios e terrenos ao município por um período de 50 anos com o compromisso de realizar obras.
Depois de o primeiro concurso ter ficado sem propostas de concorrentes, em 2020, no ano seguinte, no segundo procedimento concursal, o Município adjudicou a obra de requalificação no valor de 2,5 milhões de euros, inserida no PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano – financiado em 85 por cento por fundos comunitários.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)



