“Acho que é absolutamente ridículo, alguém colocar essa questão”.
As palavras são do presidente do Vila Flor, André Morais, relativamente às ilegalidades referidas na providência cautelar interposta pelo Grupo Desportivo de Bragança.
O presidente afirma que o clube esteve e continua a estar em situação completamente regular.
André Morais refere que já deram o esclarecimento ao tribunal e acrescenta que agora irão aguardar.
“O clube está em situação regular. O título foi ganho com uma comissão administrativa eleita numa assembleia geral marcada para o efeito, foi lavrada uma ata para o efeito. Acho que é absolutamente ridículo, alguém pensar ou colocar essa questão. Havia outros clubes geridos por comissões administrativas, é uma possibilidade que a legalidade confere às associações desportivas e a outras associações. O Vila Flor estava e continua a ser gerido por uma comissão administrativa. Se não pudéssemos ter jogado na Divisão de Honra na época passada agora também não poderíamos competir no Campeonato Nacional se Séniores porque a situação não se alterou, mantém-se uma comissão administrativa. Acho estranho que o Bragança se lembre que o Vila Flor está irregular, quer dizer, porque é que acha que o Vila Flor está irregular? Com que sustento é que o diz? Acho estranho porque é que se lembraram do Vila Flor e não de outros clubes. Para todos os efeitos não é ao Grupo Desportivo de Bragança que nós prestamos contas. Neste caso o tribunal solicitou-nos um esclarecimento, o Vila Flor fez o esclarecimento e cumpriu aquilo que lhe foi solicitado pelas entidades competentes para o efeito, o que nos resta é esperar que o processo seja definido. O Vila Flor está aqui a aguardar sendo certo, e isso é que é importante nisto tudo, não temos absolutamente nada a ver com o assunto. Estamos numa situação perfeitamente normal e regular.”
O presidente garante que participaram no ato eleitoral de forma completamente legal.
“A comissão administrativa do Vila Flor foi eleita em Setembro passado (2012), foi redigida uma ata para o efeito, foi celebrada em assembleia geral eleitoral, com sócios presentes. Essa comissão administrativa tinha posse durante um ano, ainda assim a comissão achou por bem demitir-se, por o lugar à disposição de forma a provocar eleições para que esta época pudesse ser preparada com total tranquilidade e sabendo-se já quem seriam os diretores eleitos. Foi eleita uma nova comissão no dia anterior às eleições (dia 7 de Julho), de qualquer forma, a tomada de posse foi bastante posterior às eleições e para todos os efeitos até à tomada de posse da nova comissão era a comissão administrativa anterior que estava no pleno exercício das suas funções e poderes. Ao contrário do que outros clubes fizeram, preenchemos uma credencial de voto assinada por todos os diretores do clube, por todos os membros dessa comissão administrativa. Toda a gente sabia quem estava mandatado para votar, fizemo-lo dentro de total legalidade.”
André Morais pede que verifiquem todas as equipas que participaram em todos os campeonatos distritais.
“Que verifiquem todos os outros escalões com outro tipo de irregularidades, essas sim reais e que então lancei a suposição de se poderem impugnarem outros campeonatos distritais que não o da Divisão de Honra, mas mesmo se quiserem impugnar o campeonato distrital, se alguma equipa não estava legal em prova que não era seguramente o Vila Flor, havia mais do que uma ilegal em prova que não era o Vila Flor. Em todos os escalões, ou em quase todos, participaram equipas em condições não admissíveis e se estamos a questionar a Divisão de Honra então questionam-se todos os outros campeonatos por problemas reais que não este. Aqui não há um problema real, o clube tinha diretores devidamente eleitos, devidamente credenciados, com a ata perfeitamente lavrada, tudo conforme a lei, com atas que inclusive seguiram para o registo nacional de associações e para a Associação de Futebol de Bragança. Não há como questionar essa participação.”
Palavras proferidas pelo presidente do Vila Flor Sport Clube em relação à providência cautelar interposta pelo Grupo Desportivo de Bragança.
Escrito por Onda Livre


