Passos ataca programa eleitoral do PS sobre a Segurança Social e Adão garante que poder de compra dos pensionistas do distrito aumentou

Veja o vídeo AQUI.

 

Passos Coelho e Paulo Portas passaram hoje de manhã pelo distrito de Bragança, neste quinto dia de campanha política.

No almoço comício, em Mirandela, Passos Coelho, logo na abertura do discurso, fez uma entrada a pés juntos ao programa eleitoral do PS no que toca à Segurança Social, apesar de no meio ter cometido uma gafe quanto ao cargo ocupado por Adão Silva, que nunca foi Secretário de Estado da Segurança Social, mas sim Adjunto da Saúde.

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“Cumprimento também o nosso cabeça de lista que, além de ter um passado que aqui nos ajudou a recordar na área social, o Adão Silva, foi Secretário de Estado da Segurança Social. Nestes anos no parlamento tem nos ajudado também a tratar destas questões que, às vezes, são tão difíceis. Mas quando são tratadas, tens razão Adão, no programa do Partido Socialista  são quase ininteligíveis e incompreensíveis tal a baralhada que vai naquele programa socialista.”

E estas são as declarações de Adão Silva a que se refere Pedro Passos Coelho, cabeça de lista pelo distrito, que usou mesmo a expressão “malabarismo político”.

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“Esta campanha está a ser muito marcada com as questões da Segurança Social, e do lado estão aqueles como nós, o Dr. Passos Coelho e o Dr. Paulo Portas que já deram provas de que querem aumentar os apoios aos mais fracos, garantir a sustentabilidade no sistema de pensões, de alguém que quer ter clareza no caminho em relação ao futuro da segurança social.

Devo dizer que nunca vi um programa tão obscuro e impercetível, onde as pessoas não percebem o que está escrito, como o programa social do partido socialista. É obra perceber aquilo que eles lá dizem. Porque vos digo, amigos, há aqui muito malabarismo político.”

Passos Coelho, neste almoço comício, acusou ainda os partidos da oposição de estarem a colocar os próprios interesses políticos à frente dos do país, e para isso recorreu a recentes dados estatísticos do INE sobre o crescimento do país.

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“Nós soubemos, ainda ontem, através do INE que, afinal, Portugal cresceu mais no primeiro trimestre deste ano no segundo. Isto quer dizer que, não só crescemos acima da média europeia como afinal crescemos mais do que era reconhecido cá dentro até há pouco tempo.

Pergunto-vos se já ouviram algum partido da oposição dizer aos portugueses “Parabéns portugueses, estamos contentes porque, afinal, Portugal cresceu mais neste ano.”

E sabem porquê, infelizmente, isso não aconteceu? Porque, infelizmente, em Portugal, aqueles que concorrem contra nós nestas eleições acham que, qualquer bom resultado na economia e no país é um obstáculo à sua ambição eleitoral.

Quando qualquer força política se coloca na posição do que o que é bom para o país pode não ser bom para aquele partido, está, no fundo, a dizer que se prepara para ser oposição ao país e não um instrumento ao serviço dos portugueses e ao serviço de Portugal.”

Passos Coelho mostrou-se ainda disponível, caso seja reeleito, a dialogar com todos os partidos políticos com assento no parlamento, e que queiram ajudar o país.

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“Mas eu e o Dr. Paulo Portas, que nos habituamos estes anos a falar com toda a gente, a dialogar com todos os parceiros, a estabelecer compromissos importantes para Portugal e hoje o país pode colher os frutos dessa nossa disponibilidade, desse nosso empenho, no diálogo social e na concertação social. Quer eu quer ele mantemo-nos totalmente abertos e dispostos a dialogar com todos os partidos em Portugal, que, tendo assento no parlamento, queiram ajudar Portugal a contruir um futuro melhor.”

Já do líder do CDS/PP e vice primeiro-ministro, Paulo Portas, acusou António Costa de estar a mentir aos portugueses quanto ao impacto no Novo Banco na economia do país.

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“Aconteceu ontem, nesta campanha eleitoral, um facto que eu considero grave e que define a atitude de cada um perante a verdade e a mentira, o rigor ou a demagogia.

Dr. António Costa, o Vice-Presidente da Comissão Europeia acaba de o desmentir, categoricamente, ao referir que o impacto do Novo Banco é meramente estatístico, não tem efeito no défice de 2015 ou seguintes, não perturba o caminho de Portugal para sair do défice excessivo e não precisa de nenhuma medida de austeridade para compensar.

Dr. António Costa, o senhor quis enganar os Portugueses e isso é uma vergonha.”

No discurso que precedeu o de Passos e Portas, o deputado e candidato pelo distrito, Adão Silva, aproveitou para afirmar a, que, nos últimos quatro anos, o poder de compra dos pensionistas do distrito aumentou.

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“Nós sabemos ser solidários, sabemos ter uma relação de apoio com os mais fracos, sabemos o que é ser bons vizinhos, quando precisam da nossa ajuda e nós também apreciamos.

E eu fui testemunha privilegiada de como os senhores, no governo, e nós no parlamento, nos preocupamos com os mais fracos. E, é por isso que, em 2011, quando tinham sido congeladas as pensões mínimas, sociais e rurais, foi com gosto perceber que com este governo tivemos o aumento do poder de compra dos pensionistas da pensão mínima, do regime geral, da pensão rural e da pensão social. E quero-vos dizer, não estamos a falar de gente que não existe, estamos a falar, Dr. Passos Coelho e Dr. Paulo Portas, de 40 mil cidadãos deste distrito que recebem as pensões mínimas, rurais e sociais. Foi uma grande vantagem para eles e foi a desvantagem que tiveram no passado e que não voltem mais.”

Antes, em Macedo de Cavaleiros, estava agendada uma visita à Santa Casa da Misericórdia, que nem chegou à porta, com o primeiro-ministro a vir já muito depois da hora prevista, atraso que foi justificado com a Cimeira Extraordinária da União Europeia sobre os refugiados. Falou a quem estava para o ver, mas em especial ao provedor da instituição, Castanheira Pinto, a quem prometeu voltar em breve.

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“(Provedor) Já sou o mais velho provedor.

(Passos Coelho) É um grande provedor, e eu também já tinha pedido ao Dr. Marco António Costa para lhe transmitir que virei, um destes dias, com muito gosto e com tempo para fazer a visita, não é entrar e sair e só dizer olá pois é uma coisa que não se pode fazer.

Tem de se dar o mínimo de tempo para estar com as pessoas, para conversar com elas e, por isso, não pode ser assim, seria uma falta de respeito.

(Provedor) Nós temos esta instituição e uma no Lombo, por isso teremos de fazer duas visitas, com um almoço.

(Passos Coelho) Viremos cá fazer o almoço, estar como deve ser, quer com os mesários quer com todos os seus utentes que estão aqui. Transmita-lhes as minhas desculpas, com um abraço de grande amizade, estaremos cá daqui a pouco tempo.”

E, dito isto, Passos Coelho rumou a Mirandela, onde era esperado pelo grosso dos apoiantes.

Paulo Portas ficou para trás, para explicar aos idosos e funcionários que estavam alinhados à entrada, à espera da visita, o motivo do cancelamento , e onde acabou por se proporcionar o momento mais caricato desta visita, com o pedido de uma das utentes do lar dirigido ao vice primeiro-ministro.

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“Quero dinheiro para uns sapatos para o Inverno.”

À saída, Paulo Portas disse aos jornalistas que também ele vai fazer um pedido ao provedor da instituição.

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“Vou pedir ao senhor provedor no nome da senhora em causa e quando lhe mandar uma coisa ela não vai saber quem lhe mandou.”

A Coligação Portugal À Frente em campanha no distrito de Bragança. Segue-se agora um jantar comício na terra natal de Passos Coelho, Vila Real. Mais cedo, passaram pelo IPB, na cidade de Bragança.

 
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Escrito por ONDA LIVRE