Falta de controlo em soutos florestais pode potencial focos da vespa da galha

A falta de controlo em soutos florestais pode representar potenciais focos de infeção da vespa da galha.

Uma doença que já motiva expectativa para o que pode revelar a próxima primavera, como explica Domingos Barreira, presidente da direção da Cooperativa Soutos os Cavaleiros.

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“Estamos com alguma expetativa. Já temos outros problemas em mãos ligados aos soutos, como a doença da tinta, o cancro e agora esta da vespa da galha. O problema é que, mesmo sendo detetada, é difícil de controlar nos próprios soutos. Depois, temos soutos aqui na região que não têm controle nenhum assim como os florestais, usados para madeira.

Temos vastas regiões na Serra de Nogueira, entre Carção e Vimioso, onde há matas enormes sem dono, baldios, onde o controle da praga é difícil e depois do foco ter grandes dimensões é muito complicado controlar.

Se fosse só nos nossos soutos, com ou sem alguma dificuldade, conseguiríamos controlar.” 

Apesar de Domingos Barreira afirmar que a maioria dos produtores está bem informada e que manifestou preocupação em relação a esta praga, é certo que na primavera devem aparecer novos focos.

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“Inevitavelmente revelará quem nem toda a gente teve o cuidado que deveria ter tido. O papel do Ministério da Agricultura também deixou um pouco a desejar, poderia ter tido uma atitude mais firme e não teve.

O que eles poderiam ter feito era controlar melhor as entradas de árvores que vieram do exterior, todos os dias assistimos à vinda de castanheiros novos de Espanha, e foi nessas plantações que apareceram os focos.”

O combate a esta praga apenas pode ser feito através da luta biológica, com a largada de um parasitóide, originalmente importado de Itália.

No concelho de Macedo de Cavaleiros, quando e se for necessário chegar a essa fase, deverá ser a Cooperativa Soutos os Cavaleiros a responsável.

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“Nós, enquanto Cooperativa e organização de produtores temos também algumas responsabilidades nesse aspeto de combate. Fomos contactados pela RefCast que é quem detém a responsabilidade máxima para o lançamento do parasitoide. Estamos ainda em conversações muito iniciais para que aqui no concelho de Macedo de Cavaleiros sejamos nós os responsáveis por isso. 

Teremos de ter formação e fazer tudo o que é necessário. Temos também alguns contatos com uma cooperativa de produtores italiana que já fazem o lançamento do parasitoide. De qualquer forma, nós não podemos, por iniciativa própria, ir a Itália buscar duas caixas e largar por ai pois a Alimentação Geral de Alimentação e Veterinária não iria permitir, assim como a DRAPN e provavelmente não iria dar em nada a não ser no poupar da despesa de ir à Itália passear.”

A vespa da galha que continua a preocupar os produtores transmontanos.

Escrito por ONDA LIVRE