Caça a espécies de grande porte para diminuir pressão sobre as de pequeno porte, que começam a faltar

Terminou ontem a época venatória de caça, que tinha começado em agosto.

A última montaria do concelho macedense foi em Talhas, onde o presidente da Federação de Caçadores 1ª Região Cinegética explica que, devido à diminuição da caça menor na região transmontana, tem-se compensado com as montarias a caça de maior porte.

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“Em termos de caça menor em Trás-os-Montes o cenário não é o melhor, temos tido os problemas da doença hemorrágica viral e todos os anos se nota que a diminuição do coelho  é cada vez maior. Os caçadores, ao não terem coelhos, acabam por fazer uma distribuição na caça às outras espécies, nomeadamente até numa maior afluência de caçadores nas montarias.

Felizmente, para isso, o javali tem sido uma espécie que se tem mantido e tem estado em expansão e é fruto de ser o predador  que é e com o estragos que faz na agricultura, que a pressão das montarias tem compensado um pouco isso.”

A doença hemorrágica viral, que afeta as crias de coelho, continua a ser a principal causa para que esta espécie escasseie nos campos transmontanos.

Mas as aves migratórias também começam a faltar.

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“No que diz respeito à parte das migradoras de verão, que é o caso da rola, tivemos situações pontuais de ter funcionado bem, mas na maioria das zonas onde existia bastante rola ela acabou também por fraquejar. 

Há uma diminuição quantitativa das espécies e alterações climatéricas que fazem com que as rolas frequentem outras zonas que não concretamente o Nordeste Transmontano.

Relativamente às migradoras de inverno, e mais concretamente o tordo, é uma caça que traz muitos caçadores ao nordeste, zonas de caça que, por si só e por excelência cativam os caçadores ao tordo, o que não tem sido igualmente famoso nos últimos anos.

O que se tem verificado é que os tordos têm tido outras rotas migradoras diferentes das mediterrâneas.”

Fernando Castanheira Pinto afirma ainda que o corço está em expansão, e que já se legitima a autorização da caça a esta espécie.

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“Em todas as montarias certifica-mo-nos que cada vez existem mais corsos, o que exige outro pensamento e união por parte das associações para se munirem de elementos necessários para poder ser autorizada a caça a essa espécie, como complemento, como caça seletiva que, ao mesmo tempo, era um complemento à nossa região que seria desenvolvida.”

Declarações do presidente da Federação de Caçadores 1ª Região Cinegética, ontem, no último dia da época venatória.

Escrito por ONDA LIVRE