Judas ardeu em Macedo de Cavaleiros

Macedo de Cavaleiros herdou alguns bens na noite do passado sábado.

Quem os deixou foi Judas, uma das principais personagens Bíblica que marca a época, e que por ter traído Jesus Cristo, foi enforcado, e, queimado.

Mais uma das atividades que compuseram a Semana da Ressurreição e que têm como objetivo viver as passagens que marcam a história da Igreja Católica, dando-as a conhecer principalmente aos jovens, como refere Duarte Moreno, Presidente do município de Macedo de Cavaleiros.

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“Tudo isto faz parte daquilo que hoje os jovens já não vêem. Pois hoje as novas tecnologias levam para outros mundos completamente diferentes destes que eram sentidos e vividos por toda a população, sobretudo pelos católicos. Estas recriações são aquilo que eram e o que ainda são em alguns países com mais tradição que o nosso e queremos mostrar, não só aos jovens, mais a todos. Isto é também uma atração turística e quem nos visita que assim tem também motivos para ver, estar e voltar.”

Uma tradição que em outros tempos era costume no concelho e que voltou novamente a ser recriada este ano. O Prado de Cavaleiros manteve-se como palco mas encontram-se algumas diferenças, acrescenta o autarca.

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“O boneco era diferente, assim como o fogo de artifício, que era colocado dentro do Judas, para queimar e rebentar, literalmente, a figura.

Era feito com giestas. Era um boneco muito mal-feito, porque o Judas queria-se feio e tenebroso. Era daquilo que as pessoas gostavam. Quando eu era criança, metia medo, mesmo.”

Na organização estiveram a Câmara Municipal e a Associação dos Jovens Artistas Macedenses (AJAM), esta última representada pelo encenador Acácio Pradinhos, ele que no sábado foi também o tabelião.

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“Existem vários exemplo, na internet, do testamento do Judas. Fiz algumas adaptações, e correu muito bem.

No fundo, o que se pretende é envolver toda a cidade numa festa. Tem muito a ver com a fé, e a religião cristã, com esta figura que vendeu Jesus Cristo por 30 dinheiros, vai ser executado. É um momento de fantasia e de vingança, que representa uma passagem da bíblia.”

Uma tradição que antecedeu o domingo de Páscoa, e que promete continuar nos próximos anos.

Escrito por ONDA LIVRE