Nos últimos 10 anos, o número de AVCs (Acidente Vascular Cerebral) na região tem vindo a diminuir.
Hoje, que se assinala o Dia Nacional do Doente com AVC, Jorge Poço, diretor do serviço em Macedo de Cavaleiros, revela algumas estatísticas.
“Há cerca de 10 anos os números eram significativamente superiores aos de agora, cerca de 15 a 20% superiores.
Este último ano, o número parece ter reduzido ligeiramente, mas não é suficiente para dizer que estamos a inverter o rumo dos acontecimentos. Para, sim, que tem há uma diminuição, mas também temos de ter em atenção que a população do distrito nos últimos 10 anos, segundo os censos, baixou em cerca de 12 mil habitantes. Portanto, havendo menos gente, a tendência é para que haja menos doenças.
Por isso, em relação ao último ano, ainda não é possível dizer que há uma diminuição. Em relação aos últimos 10 anos, sim, está consolidado”
Neste dia, relembrar que o AVC continua a ser a principal causa de morte em Portugal. Só 50% das pessoas que sofrem um AVC conseguem recuperar.
“Dentro do AVC, há uns que são mais graves e outros menos graves. Pondo tudo num saco, o que nós podemos saber é que ao fim de um ano quem teve um AVC há uma possibilidade de cerca de 20 a 30% de ter falecido, e percentagem igual de que esteja dependente de terceiros. Revela isto que cerca de 50% dos doentes ficam severamente afetados ou falecem. Só cerca de 50% é que ficam independentes para fazer a sua vida”
A Unidade Local de Saúde promoveu esta quinta-feira vários rastreios aos fatores de risco, como a hipertensão arterial, colesterol e diabetes, e promoveu ainda a prática de exercício físico.
A falta de cuidado na alimentação e o sedentarismo são admitidos por muitos daqueles que foram testar a saúde.
“Medi a tensão e a glicemia. Costumo ter cuidado às vezes com o que como. Umas vezes mais, outras menos. A gente não tem cuidado verdadeiramente com a saúde.”
“O colesterol está um pouco alto, as tensões estão mais ou menos, e o peso está um pouco elevado. Não costumo fazer muito exercício, mas, daqui para a frente, tenho de começar a fazer.”
“De vez em quando abuso um bocadinho. Estamos numa zona onde de come bem, e abusamos em comidas que não são muito indicadas. Ainda vou pensar se, a partir de agora, vou começar a ter mais atenção.”
Segundo dados revelados pela ULS Nordeste, os casos de AVC nas unidades de Macedo e Mirandela têm vindo a diminuir nos últimos 4 anos. Em 2012 foram diagnosticados 403, ao passo que em 2015 os números caíram para 338. Uma redução de 16,13%. Também a percentagem de reinternamento em 30 dias baixou de 11,5% em 2013 para 7,3% em 2015. Menos mortes registadas de igual modo. Em 2013, 9,4% das pessoas que sofreram um AVC morreram. Já no ano passado a percentagem ficou nos 7,1%.
Escrito por ONDA LIVRE


