Também as Comissões Políticas Concelhias do CDS-PP de Macedo de Cavaleiros e de Mirandela se mostram apreensivas com os cortes nos financiamentos para os colégios privados.
Juntas, as comissões emitiram um comunicado, consideram que com esta tomada de posição, o Governo “declarou um ataque a este tipo de ensino”.
Rui Costa, presidente da Concelhia macedense, explica que ontem houve uma reunião em Torre Dona Chama, de onde resultou uma moção.
“Estiveram presentes alguns presidentes de junta, de Macedo de Cavaleiros e de Mirandela, que subscreveram uma moção, que será encaminhada para os presidentes das Assembleias Municipais dos concelhos.
A par disso, efetuou-se um comunicado conjunto. Na nossa parte, no caso de Macedo, acresce a preocupação com o Colégio Ultramarino Nossa Senhora da Paz, em Chacim, que, apesar de ser privado, tem um cariz social e económico imenso, que tanto sentimos no nosso concelho.”
Rui Costa considera ainda que vai trazer prejuízos tanto para a economia como para os alunos.
“Poderá, segundo os próprios, significar o encerramento.
Por exemplo, no colégio da Torre, tem 16 funcionários, dos quais 8 são do concelho de Macedo de Cavaleiros. E dos 170 alunos, quase metade são do concelho macedense.
É, na pequena economia que nos temos, uma estopada muito grande, que pode inverter qualquer tipo de tendência de fixação de pessoas na região.
Frequentar a escola pública poderia ser benéfico, se o fosse para os nossos alunos. No nosso concelho, trazer alunos de Vilarinho de Agrochão, de Lamalonga e de Vilarinho do Monte, por exemplo, significa deslocarem 40 a 50 minutos de autocarro para virem estudar. É benéfico para o Estado, economicamente, mas em termos sociais seria péssimo.”
Também Sandra Grilo, presidente da Concelhia de Mirandela, defende o ponto de vista.
“Faz todo o sentido que aquele colégio se mantenha em funções.
Se terminarem com estes contratos de associação, são postos de trabalho que vão embora da localidade, são os alunos que ficam sem opção de escolha, e que têm de percorrer uma distância maior, pois saem da área de residência.”
Desta reunião resultou a ratificação de uma moção, que segue para as Assembleias Municipais de Macedo de Cavaleiros e de Mirandela.
Entretanto, hoje o Partido Socialista, na pessoa de Ana Catarina Mendes, a número 2 do partido, enviou uma carta ao militantes, onde o Governo nega que seja intenção acabar com os contratos de associação assinados há 8 meses na anterior legislatura, ao garantir que serão cumpridos na totalidade, ou seja, pelos 3 anos estabelecidos. Na referida missiva, o Governo explica ainda “a aposta na escola pública”, como uma forma de “suprir as carências da rede”
Escrito por ONDA LIVRE


