“Exemplo dado pelo ministro da Cultura” no Côa de como geral empregos jovens no interior

Também na área da arqueologia se nota a falta de jovens na região transmontana. Poderá estar, contudo, a inverter-se um pouco esta realidade, com os novos estatutos da Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa.

O especialista na área, Francisco Sande Lemos, que já desempenhou as funções de Director do Serviço Regional de Arqueologia da Zona Norte, explica que 95% dos empregos na área surgem em grandes centros urbanos.

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95% da arqueologia é preventiva. Ou seja, são aquilo a que nós chamamos salvamentos. E, nesse sentido, grande parte dos jovens, até por uma questão de remuneração, são atraídos para a arqueologia preventiva, que é onde encontram trabalhos.

Naturalmente que em Trás-os-Montes, onde o número de projetos é menor, onde o número de intervenções nas cidades é menor, onde há uma tendência menor para a diversificação, é evidente que haja menos jovens a trabalhar na região do que numa cidade como Lisboa ou Porto. Como é que deve ser compensado? Através da criação de emprego cientifico para jovens pela Fundação de Ciência e Tecnologia.

O novo enquadramento legal da Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa prevê uma participação mais ativa do Governo, nas áreas da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, mas também do Turismo e do Ambiente, e a Associação dos Arqueólogos Portugueses terá, pela primeira vez, participação ativa na fundação.

Um exemplo importante,  que vai gerar emprego jovem, no parecer de Francisco Sande Lemos.

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Por isso é que o caso do Côa é muito importante, porque será um exemplo dado pelo ministro da Cultura de um sítio interior que vai criar empregos jovens através de projetos de investigação. E, de uma maneira geral, as câmaras deviam-se concertar, agora que até vão ter mais competências, no sentido de, em conjunto com a FCT, essas autarquias e até as entidades mais globais, como as comunidades intermunicipais, criarem empregos científicos através através do estudo da História do Território.

Entretanto, Bruno Navarro já tomou posse, juntamente com o restante novo conselho diretivo da Fundação Côa-Parque. O responsável que sublinhou que as medidas de segurança vão ser uma prioridade, mas também vai haver um reforço de meios para dar nova dinâmica ao Côa.

Nesta tomada de posse esteve presente o ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, que anunciou que uma equipa técnica da Direção-Geral do Património Cultural vai deslocar-se ao Museu e ao Parque Arqueológico do Côa, para avaliar as consequências do ato de vandalismo praticado no dia 25 de abril, por dois indivíduos Torre de Moncorvo. O objetivo é estudar eventuais medidas de conservação e restauro, e propor medidas para evitar novos casos.

Escrito por ONDA Livre / Rádio Ansiães