Matadouro do Cachão pode reabrir na segunda-feira

A ASAE deu luz verde para a reabertura do Matadouro do Cachão, pelo que, na próxima segunda-feira, vão reabrir as linhas de abate de bovinos e pequenos ruminantes, depois da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica ter determinado, há dois meses, a suspensão da atividade devido à degradação da unidade, como consequência da falta de manutenção.

Desde o início do ano que as câmaras de Mirandela e Vila Flor, detentoras do Matadouro, investiram cerca de 30 mil euros em obras de requalificação e uma nova inspeção da ASAE, esta sexta-feira, deu aval para a reabertura, por constatar que as medidas corretivas foram tidas em conta.
A presidente da câmara de Mirandela explica o que foi feito:

“As obras realizadas consistiram na colocação de tubagem nova, pintura paredes, tetos e chão, pintura das linhas de abate, substituição da ventilação, eletrocutores e portas. Tentamos acelerar o processo para que a estrutura ficasse rapidamente à disposição da região, dada a sua importância, visto que a solução para o abate dos animais, na região, eram os matadouros de Bragança, Vinhais e Miranda do Douro, o que causou grandes transtornos.”

Júlia Rodrigues lembra que as obras já estariam previstas iniciar, mas foram antecipadas pela ASAE que, no dia 20 de dezembro, determinou a suspensão, precisamente na época de Natal, quando se realizam mais abates. Tendo em conta a comparação dos números de 2018, o Matadouro, no período que esteve encerrado, terá deixado de abater cerca de 2500 animais, causando um enorme prejuízo:

“Um prejuízo avultado. Uma infeliz coincidência, visto que na época de Natal é quando se realizam mais abates.”

Apesar de admitir que existe algum receio de que esta suspensão possa levar a que vários produtores deixem de abater naquela unidade, Júlia Rodrigues acredita que a situação vai regressar à normalidade, em breve:

“Existe esse receio de facto, mas também temos a certeza que o serviço de excelência que prestamos aos produtores, de maior proximidade, maior celeridade e a custos controlados, acaba por ser uma mais-valia que poder ser fundamental”

O Matadouro do Cachão abate, anualmente, cerca de 20 mil animais e emprega 26 pessoas. Foi comprado pelas câmaras de Mirandela e de Vila Flor à PEC Nordeste em 2005, por cerca de 450 mil euros, quando o Estado decidiu desfazer-se do negócio da carne.
Para que a unidade seja sustentável, cada município financia, anualmente, cerca de 180 mil euros.

Dois meses depois de uma inspeção da ASAE ter imposto a suspensão das linhas de abate de bovinos e pequenos ruminantes, o matadouro industrial do Cachão vai reabrir, na segunda-feira, após a realização de obras de requalificação.

 

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Terra Quente)