Ao fim de cinco anos de combate biológico da vespa da galha do castanheiro, a praga poderá começar a diminuir.
A previsão é de Maria Mesquita, responsável pela área da fitossanidade na Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN):
“Com base nos estudos, nomeadamente nos italianos, a praga começa a inverter a curva aproximadamente ao fim de cinco anos. É preciso ter alguma paciência, não desanimar, não desmotivar, ter alguma persistência, no sentido de esperar alguns anos, isto porque não vai deixar de aparecer a vespa, ela foi introduzida e veio para ficar. O que se pretende é que baixe o nível da vespa, suba o nível do parasitóide e ele se mantenha em níveis que sejam viáveis do ponto de vista da rentabilidade dos castanheiros.”
Uma aplicação que tem tido bons resultados nos soutos do distrito:
“Nós estamos a fazer a monitorização da instalação do parasitóide que andamos a lançar, que vai parasitar a vespa. Em todos os locais onde foi feita a monitorização, podemos dizer que o parasitóide está instalado, embora a natureza se vá encarregar dele se se multiplicar.”
Declarações à margem da primeira jornada técnica organizada pelo Gabinete de Empreendedorismo e Desenvolvimento Rural (EDRU) de Macedo de Cavaleiros, subordinada aos temas Castanheiro e Olivicultura.
Problemas que importa esclarecer à população, justifica Henrique Palma, coordenador técnico do EDRU:
“Esta jornada técnica é a primeira que estamos a realizar, entre muitas que temos pensadas. Os temas destas jornadas relacionaram-se essencialmente com o enquadramento destes dois problemas que existem a nível da nossa agricultura. Foi, no fundo, transmitir aos agricultores e associações ligadas ao setor agrícola, que estes problemas funcionem como consciência e alerta para os serviços oficiais.”
Ao longo desta primeira jornada técnica foram ainda explicados os novos estatutos de incentivo à agricultura, nomeadamente o da Agricultura Familiar e do Jovem Empresário Rural.
Escrito por ONDA LIVRE

