Incêndio de Alijó ainda reúne mais de 200 operacionais e dois meios aéreos

Mais de 200 homens, apoiados por 63 viaturas e um meio aéreo continuam no terreno em Alijó e Murça no combate ao incêndio que começou ontem em Ribalonga no concelho de Alijó às 15h05. O fogo foi dominado durante a noite, mas já esta manhã teve três reacendimentos. Borges Machado, segundo comandante operacional da Proteção Civil de Vila Real, avança que a grande preocupação é o vento forte que está previsto para a tarde:

“A nossa preocupação maior é o vento, que sopra com alguma intensidade e vai ter o seu ponto alto por volta das 13h, com rajadas que poderão chegar aos 40km/h, o que vai fazer com que todo o dispositivo esteja em alerta máximo.”

Com início em Ribalonga no concelho de Alijó o fogo estendeu-se depois ao concelho de Murça, tendo consumido, segundo um balanço provisório, cerca de 500 hectares de mato e floresta:

 

“Passou para o concelho de Murça e já chegou ao rio onde se está a consolidar. Vamos ver se o conseguimos manter.

A área que poderá ter ardido, provisoriamente e sem certezas, andará à volta dos 500 hectares.”

Recorde-se que o fogo provocou ontem à tarde o corte durante cerca de 4 horas das via rodoviárias IC5, A4 entre os nós do Pópulo e Murça e a Estrada Nacional 212.

Este incêndio chegou a deixar durante o dia de ontem três pessoas feridas, uma delas com queimaduras de primeiro e segundo grau. Segundo o Diário de Notícias, um civil de 48 anos ficou com 10% do corpo queimado, e um outro ferido, militar da GNR, partiu o braço esquerdo. De acordo com a mesma fonte, ambos foram transportados para o Hospital de Trás-os-Montes e Alto Douro.

INFORMAÇÃO CIR (Universidade FM)