Arranque do ano letivo marcado por regras apertadas de segurança devido à pandemia

Começou hoje o ano letivo por Macedo de Cavaleiros. Um regresso marcado por todas as normas a cumprir para evitar a propagação da pandemia.

Os alunos com mais de dez anos são obrigados à utilização permanente da máscara de proteção individual, há circuitos marcados dentro da escola e as entradas e saídas são feitas por portas diferentes. A cantina continua a servir refeições, o bar está fechado e a limpeza é intensificada ao longo do dia, como explica Paulo Dias, diretor do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros:

“Vai haver desinfeção de mesas e cadeiras, cada vez que há trocas.

A escola vai ter quatro vezes mais limpeza e desinfeção.
O refeitório funciona, com a diferença de que a sala passa a comportar 1/4 das pessoas que antes podiam estar em simultâneo.
Os alunos vão ter um maior tempo de espera mas também estamos a organizar o serviço de forma a que eles entrem e recebam logo o tabuleiro pronto, não precisando de estar na fila. Só depois de estar sentados é que podem tirar a máscara e, à saída, deixam o tabuleiro em um carrinho e saem por uma porta diferente do que a que entraram, precisamente para não se cruzarem com os colegas que estão à espera.”

 

Aos alunos foi entregue um kit com máscaras laváveis para trazerem sempre na mochila. As portas estão abertas para promover a circulação do ar e nos intervalos de menor duração, devem permanecer dentro das salas de aula para evitar ajuntamentos.

Novos tempos vividos com alguma estranheza, revelam alguns alunos de 8º ano:

“Tal como a todos, o que incomoda mais é a máscara e o distanciamento, sendo que cada um passa a ter a sua mesa e nós estávamos habituados a estar sempre juntos.

Não é impossível cumprir um ano letivo com todas estas regras, vamos tentar e vamos conseguir.”

“Se todos cumprirem as regras é mais fácil. É complicado estar de máscara dentro da sala de aula porque se está muito abafado.

É chato ficar dentro da sala nos intervalos mais pequenos porque se saíssemos poderíamos tirar a máscara na rua para respirar um pouco.

Eu preferia ter aulas em casa, porque embora eu ache que vai correr tudo bem, se a situação piorar vamos para casa outra vez.”

 

Gualter Honrado é professor de Geografia e confessa que já tinha saudades do ensino presencial. Quanto à obrigatoriedade de, nos intervalos, os alunos permanecerem dentro das salas de aula, parece-lhe ser a medida que está a provocar mais descontentamento nos alunos:

“Estamos contentes e felizes porque a escola reabriu e ao fim destes seis meses à distância, realmente fez-nos sentir algumas saudades de estar com eles.

Já estivemos a conversar com os alunos durante uma hora, explicamos que a escola fez tudo para lhes proporcionar o melhor em termos de saúde. Foram tomadas algumas medidas que talvez não lhes agradem tanto.

Também tivemos aqui um tempo mais informal, para que eles conversassem uns com os outros, porque a escola não é só aprendizagem no sentido de conteúdos, é também a socialização, o que me parece ser a parte que lhes estava a fazer mais falta.”

 

Paulo Dias espera que os alunos consigam ter um ano “o mais normal possível” e refere que haverá atenção redobrada no que toca a procedimentos e comportamentos.

 

Escrito por ONDA LIVRE 

 

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