Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar atribuem morte de idoso no concelho de Foz Côa devido à greve. Família desmente

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar admitiu que um homem de 74 anos morreu ontem, em Castelo Melhor, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, por falta de assistência médica devido à greve daqueles profissionais. No entanto, a família desmente que tenha sido essa a causa e pondera agir judicialmente contra o sindicato, acusando-o de “aproveitamento político” da morte de Fernando Urbano.

Citado pelo JN, o filho do falecido, Luís Urbano, disse que a “a morte do pai está a ser aproveitada”, para o que diz serem “politiquices do INEM”. E reforçou que não vão admitir esse aproveitamento porque “não houve falha de assistência médica”.

De acordo com Luís Urbano, o pai sofreu “morte súbita”. Os bombeiros até chegaram rapidamente, mas, apesar das manobras de reanimação, não foi possível salvar-lhe a vida.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, afirmou ontem, à Lusa, que o óbito ocorreu devido à falta de suporte de vida originada pela inoperacionalidade da ambulância SIV de Foz Côa, devido à greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar:

“A inoperacionalidade da ambulância SIV de Foz Côa, assim assim como a grande distância a que a Viatura Médica de Emergência e Reanimação da Guarda se encontra do local da ocorrência, não permitiram que esta vítima, que infelizmente veio a falecer, tivesse acesso a cuidados de emergência médica avançados.

A própria diferença de formação e competência entre as ambulâncias dos parceiros, os Bombeiros da Cruz Vermelha, e também as ambulâncias do instituto, não permitiram que fosse dada uma resposta mais eficaz e competente a esta vítima.”

Entretanto, a família do homem de 74 anos esclareceu que, segundo a médica que declarou o óbito, o homem faleceu de morte súbita e que não havia nada a fazer, estivesse ele em casa ou noutro local, pelo que nada teve a ver com a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar.

A ambulância SIV de Foz Côa esteve parada desde as 20 horas de terça-feira até às 8 horas de ontem, devido à greve por tempo indeterminado dos técnicos de emergência pré-hospitalar, que exigem medidas do Governo para tornar a carreira mais atrativa.

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Ansiães)