Em Macedo de Cavaleiros houve ações de sensibilização para o fim da violência contra as mulheres

O distrito de Bragança foi o que registou um menor número de vítimas de violência doméstica no decurso de 2021.

O relatório da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, a APAV, contabilizou, em território nacional, 9275 vítimas deste crime, das quais 82,3 % são mulheres.  O distrito de Bragança registou um total de 19 vítimas e o de Vila Real 215.

10 308 mulheres foram vítimas de crimes e outras formas de violência em Portugal, a maioria entre os 18 e os 64 anos. Por dia, a APAV apoiou uma média de 28 mulheres e raparigas.

Os relatórios da associação relativos aos dados de 2021 foram divulgados no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se assinalou na sexta-feira.

Por Macedo de Cavaleiros decorreram algumas iniciativas, organizadas pela junta de freguesia, com o objetivo de tentar sensibilizar a comunidade para a problemática, seja para evitar ocorrências como para incentivar a sua denúncia, como explica o presidente, Sérgio Borges:

“O objetivo é sensibilizar as pessoas contra a violência, não só as presentes mas também com o passa-a-palavra.

É um tema difícil e por isso também temos vários panfletos que nos foram deixados pelas autoridades e instituições de forma a sensibilizar.

Quero acreditar que com este pequeno evento conseguimos ajudar pessoas, nem que tenha sido apenas uma, já valeu a pena.

Infelizmente temos alguns números de violência no nosso concelho, principalmente doméstica, não só contra mulheres mas também contra homens.

Enquanto junta de freguesia encaminhamos as pessoas, temos contactos com várias instituições e entidades que podem dar apoio.”

As atividades começaram com uma caminhada pela cidade, para a qual os participantes foram convidados a vestir uma peça de roupa branca, que representou não só reconhecimento da violência que existe contra as mulheres, mas também a esperança de um futuro melhor.

Quem participou diz compreender a importância de sensibilizar para a problemática mas também o papel ativo que cada deverá ter quando confrontado com episódios de violência:

“Acho que é uma ação de sensibilização importante pois toda a gente conhece um caso de violência, no mínimo, e o feedback da família e pessoas próximas é sempre assustador. Por isso acho que há muito trabalho pela frente.”

 

“Nunca fui vítima mas uma amiga já me contou que outra amiga dela sofreu de violência no namoro.

Hoje em dia temos aderir cada vez mais a estas iniciativas pois os números da violência estão a aumentar.

Temos que alertar principalmente os mais pequenos que somos todos iguais, não há diferenças entre homens e mulheres.

As próprias empresas também têm de abordar esta situação de forma diferente pois sabe-se que continua a haver alguma discriminação entre géneros.”

 

“Cada vez há mais violência e, por isso, acho muito importante as pessoas alertarem e participarem nestas ações.

Quando era mais pequena e morava na aldeia, assisti a um senhor bater na esposa, mas foi a única vez que vi. No entanto, se assistir a algum caso, sei que devo intervir e não ficar quieta.”

Além da caminhada, do programa fez ainda parte um workshop de “Dicas de Maquilhagem”, foi feita uma projeção de vídeos e uma tertúlia.

Escrito por ONDA LIVRE

Conheça aqui os relatório da APAV relativos a 2021: