Macedense termina primeira fase do campeonato ainda sem manutenção assegurada

O Macedense terminou a primeira fase do Campeonato Nacional da II Divisão de Futsal em 10º lugar, e por isso está descartada a hipótese de subir à I Divisão Nacional.

Uma época que começou mal para a equipa, que só quebrou o jejum de derrotas a partir da quarta jornada. No total, perdeu sete vezes, venceu quatro e empatou uma.

Alguma falta de adaptação e experiência são as justificações dadas pelo técnico desta equipa, Costinha, para o mau arranque no campeonato:

“Na primeira fase tivemos um início que era expectável mas não o desejado.

Os atletas tiveram de se adaptar a um novo contexto de trabalho, houve grandes alterações, perdeu-se muita experiência, vieram atletas novos que se foram adaptando cada um ao seu ritmo, o que no início não nos permitiu ser consistentes em termos exibicionais.
 A este nível paga-se caro cada erro que se vai tendo. Ao longo do tempo foi-se ganhando essa consistência e confiança, algumas rotinas, os jogadores foram-se conhecendo uns aos outros e começou a surgir um GDM diferente, mais personalizado que já não oscilava entre o bom e o menos bom tantas vezes.
Teve melhores exibições, melhorou os resultados e em termos de classificação nota-se que tivemos muito tempo com poucos pontos e rapidamente chegámos aos 13.”

No entanto, Costinha refere que tem sido notória a evolução e consistência da equipa ao longo dos jogos:

“Tivemos quase um mês sem derrotas, o que também vem de encontro àquilo que se perspetivava, que era a consolidação dos conhecimentos, uma equipa jovem, nova, que precisou do seu tempo de adaptação e depois as coisas iriam surgindo.

Infelizmente já não surgiram a tempo de podermos lutar por objetivos mais ambiciosos, que nos permitissem garantir a manutenção nesta fase, ficando nos cinco primeiros lugares, mas tem sido uma evolução notória e consistente. “

A partir de janeiro o GDM vai disputar a Fase de Manutenção/Descida, na qual vai encontrar equipas da série sul. O objetivo é claro: assegurar a segunda divisão:

“Vamos procurar preparar-nos para uma segunda fase muito exigente porque sabemos que nos vamos misturar com a série sul, que foi declaradamente uma série muito competitiva, com grandes investimentos, ainda maiores do que na zona Norte. Duas equipas dessa série são candidatos a subir de divisão porque os valores dos investimentos são de outra realidade que não existe sequer na nossa série, mas vamos procurar ser competitivos, preparar-nos bem e, obviamente, aquilo que é o nosso grande objetivo que é assegurar a manutenção na segunda divisão.”

Já é certo que a primeira jornada será nos Açores, à semelhança do que vai acontecer na 4ª eliminatória da Taça de Portugal.

Ao longo da segunda fase, a equipa vai ter de se deslocar várias vezes ao sul do país, o que também dificulta o trabalho:

“Já sabemos que vamos aos Açores, é uma situação que já está definida, apesar de não sabermos muitas sobre as equipas, pois depende ainda dos resultados do próximo fim de semana, assim como qual será o emparelhamento.

Desejamos é não ter de ir ao Algarve porque essa deslocação, na nossa situação, implica um dia de trabalho, uma sexta-feira para poder jogar no sábado, depois o regresso, estamos a falar de 9/10 horas de viagem, no mínimo, o que é sempre complicado. Também esperamos não ter de ir ao Alentejo sul, também há equipas de lá, porque para a logística de uma equipa amadora é sempre complicado. Mas uma coisa prometemos: se tivermos de ir vamos para sermos competitivos, vamo-nos preparar o melhor que pudermos na nossa realidade de trabalho e procurar ganhar em cada campo.”

As equipas das séries A e B que não ficaram entre os cinco primeiros vão misturar-se e fazer duas séries de 8 equipas. Vão jogar a duas voltas.

A Fase de Manutenção / Descida começa a joga-se a 14 de janeiro.

Escrito por ONDA LIVRE