Os Comandos Distritais de Operações de Socorro foram substituídos esta quarta-feira por 24 Comandos Sub-Regionais de Emergência e Proteção Civil.
Em comunicado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil disse que esta mudança se deve aos modelos de organização do território continental, nomeadamente às comunidades intermunicipais e às áreas metropolitanas, permitindo um sistema mais próximo dos cidadãos e da realidade territorial.
Ainda assim, a Liga dos Bombeiros Portugueses está descontente e já manifestou desagrado. Diamantino Lopes, presidente da Federação dos Bombeiros do distrito de Bragança, lamenta que três corporações do distrito se tenham perdido para outra comunidade intermunicipal:
“Esta medida vem na sequência de uma reorganização administrativa do território, quando acabaram com os governos civis e com os distritos. Criando as CIM, a reorganização do território alterou-se. Desta alteração resulta que os comandos distritais deixam de existir, porque não há distritos, e tem que começar-se a organizar o território em função das CIM, com um lamento profundo da parte dos bombeiros porque perdemos três concelhos, portanto três corpos de bombeiros, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta, para outra CIM. Lamentamos esta reorganização.”
O fim dos 18 Comandos Distritais de Operações de Socorro e a criação de 24 comandos sub-regionais estavam previstos na lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que entrou em vigor em abril de 2019. Diamantino Lopes explica as mudanças que acontecem com esta substituição:
“As coisas mudar mudam. Constrangimentos há. Ao se perderem três corpos de bombeiros perde o distrito a capacidade de intervenção e perdem esses três concelhos porque, se houver necessidade de fazer triangulações, envolvendo outros corpos de bombeiros, terão que, teoricamente, envolver outros corpos da sua CIM, neste caso a do Douro Superior, e não a nossa, a de Terras de Trás-os-Montes.”
A Liga dos Bombeiros Portugueses não se revê no novo modelo de organização territorial:
“A liga não pode fazer nada, neste momento. Já fez aquilo que podia fazer que era dizer que não concorda com esta reorganização, que os corpos de bombeiros se mantêm unidos e coesos.”
Os novos comandantes e segundo comandantes das 24 novas estruturas são agora nomeados em regime de substituição e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil vai abrir depois um concurso público.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)

