Passados dois anos da venda das barragens do Douro, Miranda do Douro convoca assembleia extraordinária

Faz dois anos desde que as seis barragens do rio Douro foram vendidas, o que permitiu à EDP PRODUÇÃO DE ENERGIA SA. um encaixe financeiro de 2200 milhões de euros.

Desde então, que o pagamento do IRC por parte da EDP e do imposto de selo e IMT por parte da compradora MOVHERA têm sido reivindicados e o negócio está até a ser investigado pelo Ministério Público e Inspecionado pela Autoridade Tributária.

Considerando que com este não pagamento de impostos, os portugueses e os mirandeses foram lesados em 200 milhões de euros, o Município de Miranda do Douro convocou para esta segunda-feira uma reunião de assembleia extraordinária com um único ponto que é “a cobrança dos impostos devidos com a venda das barragens”.

Para a sessão, marcada para as 10h30, confirmaram presença o antigo presidente do PSD, Rui Rio e Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, assim como os deputados eleitos pelo círculo de Bragança, uma representante do Partido Comunista Português e representantes do Movimento Cultural da Terra de Miranda.

Em comunicado, o presidente da Assembleia Municipal de Miranda do Douto sublinha que “com a exploração das seis barragens” a MOVHERA” fatura trezentos milhões de euros ano, nem sequer paga IMI sobre as barragens, quando o mais pobre dos proprietários rústicos de Portugal tem de o pagar”.

Escrito por ONDA LIVRE