O município de Murça vai dispor de 2,5 milhões de euros para atenuar os prejuízos causados pelo incêndio de julho do ano passado, que destruiu mais de sete mil hectares de mato, floresta e culturas agrícolas. A Câmara de Murça é das 21 que ontem assinaram contratos com o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e que, ao todo e com o mesmo objetivo, vão receber uma verba de quase sete milhões de euros.
No âmbito deste contrato o município de murça vai receber cerca de 550 mil. O autarca murcense Mário Artur Lopes explica que este contrato se junta a outros que já foram celebrados com a Agência Portuguesa do Ambiente e com a DGAL – Direção Geral das Autarquias Locais:
“Já existem outros, designadamente um fundo para apoiar a recuperação de infra-estruturas que já foi contratado também com a DGAL. Que nos vai permitir um investimento na ordem dos 2 milhões de euros com o apoio na ordem dos 55%. Estamos a falar de um apoio para insfrastruturas na ordem de 1 milhão de euros. Falamos também em 550 mil euros, mais protocolos que também andam na ordem dos 600mil, mais outra iniciativa que tem a ver com a revitalização de território. Ou seja, neste momento já nos foram disponibilizados de grosso modo 2.5 milhões de euros.”
Apesar disso, Mário Artur Lopes diz que o apoio ainda é insuficiente para colmatar todos os prejuízos:
“Ainda é pouco para aqui que nós desejamos que chegue para cumprir esta missão, mitigar os danos dos fogos florestais, isto no imediato. Depois há um conjunto de medidas que estão a ter impacto a médio longo prazo, que nós temos expectativa muito positiva que possam chegar apoios que se justificam.”
O objetivo é que incêndios como o do verão passado não se voltem a repetir:
“Acho que esse é o principal objetivo porque no fundo se tudo continuar na mesma a preocupação é enorme. Portanto, ninguém está preparado para voltar a passar o que passamos. Eu acho que o senhor Secretário de Estado falou de um ponto importante e decisivo que é a questão demográfica, que é um problema gravíssimo do país, e que também nos afeta totalmente. Porque o que arde são terras no fundo abandonadas. E as terras abandonadas que poderiam ter alguma potencialidade em termos de rentabilidade agrícola e não acontece, é dramático. Acho que tem que se alterar também o paradigma por aí.”
O grande incêndio de julho do ano passado alastrou de Murça para os concelhos vizinhos de Vila Pouca de Aguiar e Valpaços e queimou cerca de 7 mil hectares, principalmente de mato, floresta e culturas agrícolas. Houve ainda a lamentar duas vitimas mortais em Penabeice.
Em todo o país, o Governo já disponibilizou 16 milhões de euros para mitigar os prejuízos causados pelos incêndios do verão passado.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Ansiães)

