Futuro Museu dos Templários de Macedo de Cavaleiros está a ser planificado

Já se está a planificar a criação do futuro Museu dos Templários, que deverá nascer ainda este ano em Macedo de Cavaleiros.

A novidade foi avançada pelo vice-presidente da Associação de Defesa do Património “Terras Quentes”, Miguel Sanches de Baena:

“O próximo museu será o dos Templários e é uma forma de darmos a conhecer o que fomos e o que somos.

Neste momento estamos já a planificar o Museu dos Templários.”

A estrutura já foi anunciada o ano passado e trata-se do primeiro espaço museológico dedicado à Ordem dos Templários, que teve uma presença forte no Nordeste Transmontano. Nasce de uma parceria entre o Município de Macedo de Cavaleiros e a Associação Terras Quentes, esta última responsável pelo trabalho de investigação que em mais de 50 anos permitiu recolher mais de duas centenas de peças.

Declarações à margem das XVIII Jornadas da Primavera, durante as quais foi feito o lançamento do caderno nº19, do qual constam as investigações e descobertas feitas pela associação durante o ano passado.

Estas sessões são promovidas anualmente pela Associação Terras Quentes que dessa forma tenta elevar historicamente a região:

“As jornadas não são vulgares em Portugal porque se trata de elevar historicamente esta região e dar a conhecer o passado, que é riquíssimo mas as pessoas não reconhecem.

Temos feito os possíveis por fazer congressos, conferências e museus.”

Iniciativas que contribuem para o desenvolvimento cultural da região, considera o vice-presidente da autarquia de Macedo, Rui Vilarinho:

“Esta gente trata de cultura, arqueologia e história, fazem um trabalho profícuo, árduo no sentido de dar a conhecer a todos aquilo que é a história deste concelho.

São histórias seculares pois Macedo de Cavaleiros é rica em história e por aqui passaram muitos povos.

Para nós é crucial saber e haver registos para que os vindouros tenham conhecimento do que já passou, tal como nós o estamos a ter agora.

É um trabalho meritório por parte desta associação, tem tido sempre apoio das várias Câmaras ao longo destas duas décadas.

É um contributo para o desenvolvimento cultural mas não para o económico, para já, a não ser que haja um investimento direcionado para promover aquilo que fomos.

O conhecimento é aquilo de que mais rico o ser humano pode ter.”

Integrado nas jornadas, foi ainda feito o descerramento de uma placa em homenagem ao Professor João Carlos de Freitas Senna-Martinez, no museu de Arqueologia Coronel Albino Pereira Lopo.

Escrito por ONDA LIVRE

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