Depois de se estrear no acolhimento de provas do Campeonato do Mundo de Enduto em motociclismo, em 2019, e que foi considerada das melhores provas do campeonato, o concelho valpacense recebe a penúltima ronda da competição, com um mínimo 120 pilotos, de cerca de 33 países. A última ronda do campeonato também acontece em Portugal, em Santiago do Cacém, de 6 a 8 de outubro.
O retorno económico desta competição ronda os 10 milhões de euros para o país, mas pode ser ainda maior, avança Francisco Pita, promotor do campeonato através da empresa PrimeStadium:
” O retorno económico é sempre medido. Nós medimos o retorno económico com parâmetros económicos, com variáveis económicas e o retorno que nos pensamos nestas duas provas em Portugal está entre os 10 e os 11 milhões de euros. Como eu disse, cerca de 10.5 milhões de euros. Aqui não entramos em linha de conta com duas variáveis económicas importantes, que é o turismo de enduro, não o conseguimos avaliar para vos dar um número correto e o segundo é a quantificação da imprensa. Acreditamos que a nossa imprensa está para cima de 5 milhões de euros neste momento porque os programas de televisão são vistos em mais de 100 países, os nossos dias-a-dias de três minutos são vistos milhões de vezes. Estamos neste momento a quantificar porque somos novos enquanto promotores.”
A prova deste ano traz novidades, entre elas a preocupação ambiental:
” Primeira novidade é que trazemos nove equipas de fábrica e são sempre um must para os desportos motorizados. A segunda novidade é que pelo primeiro ano estamos a trabalhar na área do ambiente, no sentido de ter uma prova sustentável e neutra, o que, no que diz respeito aos desportos motorizados penso que é um caso quase único. Em terceiro lugar, o promotor subiu alguns custos e traz aqui uma banda inglesa, que deu uma entrevista à BBC de Liverpool e que é das mais conceituadas na música. Quarta questão e talvez, para mim, a mais importante é que conseguimos estabelecer com os Perigosos que para o ano estamos cá.”
A prova em Valpaços é coorganizada pelo município e pelo Grupo TT Usprigozus.
Fernando Reis, da organização, teme que haja dificuldades no voluntariado este ano:
” A última prova que fizemos foi em 2019 e efetivamente foi uma prova com bastante sucesso. A pandemia veio mudar muito os hábitos das pessoas. Penso que vamos ter uma dificuldade acrescida que vai ser o voluntariado das pessoas. Em 2019 tivemos pessoas em excesso, que não recusamos mas que participaram connosco. Este ano penso que vai ser um pouco mais difícil porque a mentalidade das pessoas mudou, mas vamos tentar que isso não aconteça.”
Jorge Mata Pires, Vereador da Câmara Municipal de Valpaços espera que o retorno económico da prova para o concelho volte a ser considerável, à semelhança do que aconteceu em 2019:
” Eu não posso precisar quantas pessoas é que poderão vir a Valpaços nos dias da prova mas à semelhança daquilo que se passou em 2019 foram milhares as pessoas que vieram ao concelho de Valpaços, que pernoitaram por cá. Algumas delas vieram uma semana antes e permaneceram no concelho durante 10/ 15 dias, portanto isso é muito importante para a nossa economia. É uma aposta do Município nos desportos motorizados, portanto com este tipo de eventos pretendemos atrair mais pessoas ao território. A prova será feita num período sazonal em que trará gente ao território e dinamizará a economia do concelho e de toda a região.”
No dia 29 realiza-se a Super Test, com os pilotos a disputar, duas a duas, em pista fechada e com vários obstáculos, junto ao Pavilhão Multiusos de Valpaços, onde se encontra o centro nevrálgico da prova.
Escrito por ONDA LIVRE


