A Câmara de Montalegre vai interpor uma providência cautelar contra um dos projetos na origem da investigação que na terça-feira levou à demissão do primeiro-ministro.
A intenção foi anunciada pela presidente, Fátima Fernandes:
“Vamos interpor uma ação administrativa e providência cautelar no tribunal para parar a exploração na Mina do Romano, porque consideramos que há matéria que nos permite fazer exatamente esta ação administrativa.
Consideramos verdadeiramente que é um projeto que não traz nada de bom para o nosso território.”
O impacto negativo da mina do Romano pode ser sentido nos recursos naturais do concelho:
“Na água para consumo público, bem como para a alimentação dos animais, irrigação dos campos e agricultura, que é fundamental.
Consideramos que este projeto pode ter um impacto muito negativo na água que se situa na barragem do Alto Rabagão, mas também para o lobo, que é uma espécie que, tal e qual como todas as outras, é muito relevante e não é por acaso que a legislação o protege, portanto, nós também temos essa obrigação.2
O presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, revela que o município está a ultimar uma ação de impugnação à continuidade da mina do Barroso:
“Este processo vem-nos dar mais força e mais argumentos para juntar àqueles que sempre fomos apresentando ao longo deste processo.
Sempre dissemos que este processo estava mal conduzido, logo desde o início a concessão da brutalidade da área que foi concedida pela DGEG, sem prévia consulta, quer ao Município, quer à Junta de Freguesia e outros organismos. Também aí estranhámos, de 70 passou para 500 e tal hectares, e, portanto, isto agora só nos dá ainda mais força para continuarmos a nossa contestação.
Há uma providência cautelar por parte da Junta de Freguesia e nós estamos a ultimar a nossa ação para também interpor, nas instâncias competentes, para que parem e não avance este projeto.”
Autarcas de Montalegre e Boticas continuam na luta contra as minas de lítio nos seus concelhos.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Ansiães)

