O autarca de Valpaços considera que o Estado Central tem desprezado os agricultores transmontanos, que este ano estão a ter um mau ano agrícola em várias culturas, principalmente na castanha, que nas zonas mais altas daquele concelho registou uma quebra de 100%.
A falta de apoios da tutela marcou o discurso de Amílcar Almeida na abertura da XXVI Castmonte – Feira da Castanha Judia de Carrazedo de Montenegro – que não contou com a preença de qualquer membro do Governo:
“Ainda no mês de agosto era expectável que este fosse um bom ano agrícola, com bastante azeitona, bastante uva e excelente castanha, mas tudo se estragou a partir de setembro, com dias muito quentes e noites frias. O castanheiro foi afetado pelo fungo da septoriose, o que levou a uma quebra significativa de produção.
Em termos de olival, perdemos cerca de um milhão e meio de quilos de azeitona que caiu, para além da que foi afetada.Tudo isto era, por si só, um sinal simples para que alguém do Ministério a Agricultura, que teve conhecimento, se pudesse deslocar ao território e tivesse uma palavra franca e aberta com os nossos agricultores, explicando que estariam para ajudar, pois estes mereciam uma palavra de apreço. Mas isso não acontece, infelizmente não somos ouvidos, estamos entregues ao nosso destino, os agricultores que se virem.Estamos a falar da castanha que há três anos consecutivos regista quebras significativas. Aqui impera a monocultura, estas pessoas vivem somente da castanha e há famílias que vão atravessar momentos difíceis.”
Declarações do autarca valpacense à margem da abertura da XXVI Castmonte, que aconteceu esta sexta-feira e na qual Amílcar Almeida garante que não vai faltar castanha.
O certame decorre até domingo na vila de Carrazedo de Montenegro e este ano conta com a presença de 85 expositores.
Um dos pontos altos da feira será a abertura do maior bolo de castanha do mundo, com 600 kg, que vai ser aberto no último dia.
Brevemente a reportagem em vídeo.
Escrito por ONDA LIVRE



