Morreu, esta terça-feira, o homem de 67 anos que tinha sido regado com gasolina e queimado, em Mirandela, em outubro do ano passado.
Estava internado na unidade de queimados do Hospital de São João, no Porto, mas não resistiu às graves queimaduras que tinha no corpo.
Há dois suspeitos da autoria do crime. Ambos estão em liberdade.
O caso chocou a cidade de Mirandela, na manhã do dia 22 de outubro (domingo), quando um homem de 67 anos, apareceu envolto em chamas, a correr em direção ao parque do Império, junto ao rio Tua, em pleno centro da cidade, supostamente, depois de alguém lhe ter despejado uma garrafa de combustível sobre o corpo e ter ateado fogo, provocando-lhe graves queimaduras, sendo ainda desconhecidas as razões que motivaram este caso insólito.
Na altura, a vítima foi transportada de helicóptero para a unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, e mais tarde foi transferido para a unidade de queimados do Hospital de São João, no Porto, onde veio a falecer, esta terça-feira, confirmou fonte hospitalar, sem avançar se as causas da morte estão diretamente relacionadas com as sequelas das queimaduras.
Dois dias depois do caso, a Polícia Judiciária, informou que deteve um homem de 48 anos, natural de Mirandela, pela “presumível autoria do crime de homicídio tentado, por motivações eventualmente relacionadas com o tráfico de estupefacientes”, adiantou a PJ em comunicado.
O suspeito, sem ocupação laboral conhecida, foi presente a primeiro interrogatório judicial no tribunal de Mirandela, que lhe decretou prisão preventiva como medida de coação, recolhendo ao estabelecimento prisional de Bragança.
Entretanto, as investigações continuaram e os inspetores da PJ voltaram a inquirir testemunhas, com recurso a testes de reconhecimento que apontaram outro suspeito, o mesmo que terá comprado o combustível na garrafa que acabou por ser utilizada para regar o corpo da vítima.
Apesar disso, o homem que esteve em prisão preventiva, só foi libertado 22 dias depois de ter dado entrada na prisão, quando o juiz de instrução criminal ordenou a sua libertação imediata, tendo ficado com Termo de Identidade e Residência
Perante os novos dados, veio a ser detido um homem de 46 anos, e foi nessa condição que foi colocado num hospital psiquiátrico por apresentar um quadro complexo de esquizofrenia, alegadamente relacionado com o consumo constante de produtos estupefacientes.
No entanto, apesar de o caso estar em segredo de justiça, ao que conseguimos apurar, o homem já saiu do hospital psiquiátrico e não lhe terá sido atribuída qualquer medida de coação privativa de liberdade.
INFORMAÇÃO CIR (Terra Quente FM)

