O edifício, que está situado no coração da cidade macedense, tem como objetivo a sua conversão num espaço intergeracional.
A obra foi realizada com fundos próprios da associação, refere o presidente, António Choupina:
“O telhado tinha ruído o ano passado e a partir daí foi necessário pôr o telhado.
Fizemos a recuperação das paredes e também repusemos a fachada original do prédio. Ele tinha duas montras e agora apareceram mais quatro portas, como o original tinha.Nesta altura temos o prédio completamente fechado em termos do seu exterior, o que quer dizer que esta fase pelo menos estará concluída.Ainda estamos a fazer as obras com capitais próprios que a associação foi guardando, fruto do arrendamento que fez durante estes anos todos.”
A Associação de Socorros Mútuos de Macedo de Cavaleiros surgiu em 1908, por um grupo de artesãos, com a função de ajudar a população em questões sociais, que na década de 70 acabaram por ser assumidas pelo Estado Central, o que levou à sua inatividade.
Está agora a renascer e a dar os primeiros passos para voltar ao ativo.
António Choupina espera que até ao verão haja novidades:
“No dia de São José, que é o nosso patrono, acabámos por nos juntar umas 35 pessoas, o que quer dizer que se nota aqui um incremento, uma vez que começou por 12.
A partir de agora e tendo em conta esta refundação da associação, estará em cima da mesa precisamente os passos seguintes.O primeiro é legalizar a situação perante a tutela, neste caso a Direção-Geral da Segurança Social, uma vez que já andamos há muito tempo para o fazer e penso que desta vez temos as condições todas reunidas para que tal aconteça.”
A direção da associação quer voltar a ter um papel mutualista:
“A maioria acha que nós devemos continuar a ser uma entidade mutualista.
Dentro disto podemos ter em conta a questão da saúde, que penso que começa a ter aqui alguns contornos já de alguma necessidade, não tanta como aquela que efetivamente houve no passado.Depois há a questão também de ser difícil atrair jovens para estas associações, pelo menos nesta altura.Também o facto de as pessoas não terem hoje a sua reforma tão assegurada como efetivamente tinham há algum tempo atrás é um problema.Penso que podemos caminhar por aí e ver se há alguma capacidade de, a troco de 2/3 euros por mês, uma coisa simbólica, conseguirmos dar vida ali ao espaço.”
A Associação de Socorros Mútuos de Macedo de Cavaleiros celebrou o dia de São José, o patrono da associação.
Escrito por ONDA LIVRE


