“Barragem de Foz Tua é uma benesse que o Governo quis conceder à EDP para ter o domínio desta zona do país”

“Barragem de Foz Tua é uma benesse que o Governo quis conceder à EDP para ter o domínio desta zona do país”

A Barragem de Foz Tua não traz qualquer desenvolvimento à região, trata-se apenas de uma benesse que o Governo quis conceder à EDP para ter o domínio territorial nesta zona do País. A afirmação é de Paulo Morais, candidato às eleições presidenciais, que esteve presente numa conferência à volta do modelo de desenvolvimento para o Vale do Tua e Alto Douro, no sábado, integrada na semana de empreendedorismo e desenvolvimento rural da Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais.

Paulo Morais mostra-se contra a barragem do Tua, pois “não traz qualquer desenvolvimento, nem ao Tua, nem ao país, nem à própria EDP, nem a ninguém.” O candidato diz ainda que “a barragem é um negócio seguramente para a empresa que a constrói, sobre isso não há dúvida, mas não traz desenvolvimento à região, é altamente negativa, não traz qualquer vantagem para o país e é, como disse e repito, um instrumento de domínio territorial da EDP sob esta região.”

Por sua vez, João Joanaz de Melo, coordenador da Plataforma Salvar o Tua, acrescenta que “não só é possível como é necessário parar as obras da barragem. Claramente, e neste momento não oferece dúvidas a ninguém, o efeito em termos de desenvolvimento regional de ter uma estratégia integrada que acende os valores locais é muito mais valioso do que qualquer coisa que a barragem possa dar.”

Joanaz de Melo não tem dúvidas aos afirmar que “os subsídios que estão prometidos pela EDP aos municípios da região, que são 600 mil euros por ano para todos os municípios, são migalhas, é uma esmola que vai desaparecer a curto prazo porque a rentabilidade desta barragem é muito fraca e não vai ter a futura rentabilidade que eles tinham previsto.” Portanto, assegura o ambientalista “do ponto de vista puramente económico não faz qualquer sentido para a região e neste momento já nem sequer faz sentido para a EDP.”

Joanaz de Melo vai mais longe, quando diz que “toda a gente está de acordo que isto é um mau projeto, incluindo algumas das pessoas que neste momento estão a defender e a empurrar com a barriga, porque é uma fuga para frente. Pessoas que enumera: “por exemplo, o antigo presidente da Câmara de Mirandela, que agora está ligado à agência de desenvolvimento do Vale do Tua, que diz para quem quer ouvir que, se pudesse escolher, preferia a linha em vez da barragem.”

 Ainda na voz do ambientalista, “o que se passa neste momento é que, tanto o estado, como a região, como a própria EDP têm interesse em parar isto mas ninguém quer reconhecer que fez asneira”.

Nesta conferência, Paulo Morais afirmou ainda que não tem dúvidas que o setor das águas será o próximo a ser privatizado

Por este tipo de situações, o candidato a presidente da República entende que o próximo Chefe de estado de Portugal tem a obrigação exigir que o Parlamento, o tribunal de contas e a própria Procuradoria-Geral da República, façam uma análise detalhada a todos os processos de negociação das PPP’s e das privatizações dos últimos dez anos.

Informação CIR (Rádio Terra Quente)

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