Apenas 15% dos 3000 hectares dos terrenos agrícolas abrangidos pelo Regadio do Azibo são regados.
O número foi avançado ontem, durante as comemorações do 25º aniversário da Associação de Beneficiários de Macedo de Cavaleiros (ABMC).
Pedro Teixeira, da Direção Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural, afirma que não há adesão ao regadio, ainda que com a implementação de hidrantes.
“É normal num aproveitamento hidróbio nesta área que foi estruturada com rede de rega, drenagem, etc, de ter uma utilização entre a média nacional será na ordem dos 60% e temos alguns períodos de rega utilizados a 100% mas são situações especiais mas nós tivemos uma adesão por volta de 65, 70% considera-se um sucesso porque há muitas pessoas que não regam por as mais variadas razões porque faleceu alguém, há heranças em curso, porque esse ano a produção correu mal e no ano a seguir tem capital para se lançarem todas as outras situações determinam que nunca se consegue regar toda a área que tem uma tomada de água e que tem uma rede de distribuição, mas neste caso o que acontece é que só 15% da área dos 3000 hectares é que está a ser regada, os outros não estão a ser regados, portanto não há adesão ao regadio as pessoas tem os hidrantes, portanto aquelas torneiras que fornecem a água e não a usam.”
Atualmente, os agricultores que recorrem aos hidrantes existentes no concelho pagam 3 cêntimos por metro cúbico de água utilizada.
Para incentivar ao regadio Pedro Teixeira avança como solução a introdução de uma taxa fixa, paga por todos os agricultores.
“É na ordem dos cêntimos, mas sei dizer que na ordem dos cêntimos mas se um agricultor gasta 3000 metros cúbicos por hectare por ano em média podem ter que suportar não sei 100 e tal euros, 200€ por hectare depende da cultura um milho gasta muito mais do que um olival, gasta o dobro portanto é um custo variável é um custo pesado. Portanto se nós tivermos uma taxa fixa que todos pagam reguem ou não reguem, isso digo-lhe que é um estímulo para as pessoas não deixarem a terra parada, se rega paga tudo se não rega tem um preço de condomínial, porque esta obra não pode estar parada. Nós temos uma situação muito particular, nós temos 1000 e tal pessoas que regam, isto tem um impato social fortíssimo mas só regam 500 hectares. Estamos a regar propriedades de 2500 m2.”
Este ano, 3 milhões de metros cúbicos de água foram bombeados dos regantes. Um número inferior ao do ano passado, muito por culpa da introdução de mais hidrantes e de uma maior racionamento da água.
O presidente da ABMC, Hélder Fernandes, defende que, para que se rege mais é necessários que os agricultores produzam mais. Para isso é necessário que existam incentivos e organizações que estimulem a produção e o escoamento de produtos.
“Há aqui pessoas que fazem alguma agricultura embora poucas com algum interesse e para qual a água é fundamental, a questão de produção de plantas, dos morangos essencialmente de um regante que temos com um olival que tem uma dimensão muito considerável, da parte da vinha e algumas pessoas na parte da pecuária fora isto a situação é um bocadinho má sobretudo pela situação de verificarmos que embora tendo muitos regantes regam parcelas pequenas essencialmente a agricultura familiar. A questão de não se desenvolver mais a agricultura familiar tem a ver com a ausência de estruturas organizadas que potenciem a comercialização e a produção que os produtores podiam fazer, a questão é que sem organização logicamente que não há por conseguinte um estímulo natural que as pessoas aumentem as produções e daí haja um aumento claro do aumento da área regada.”
Dos 3000 hectares de terrenos agrícolas incluídos na área do Regadio do Azibo, só 450 são regados, ou seja, 15%.
Escrito por ONDA LIVRE


