Nuno Vieira e Brito defende que os problemas sanitários do setor cinegético devem ser vistos como um todo

É necessário olhar para os problemas sanitários da caça como um todo, sem segmentações, defendeu ontem o Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito.

O membro do Governo, durante a visita à XIX Feira da Caça e do Turismo e da XXI Festa dos Caçadores do Norte, deixou a garantia que já estão a ser desenvolvidos planos sanitários para combater alguns problemas do setor cinegético, como, por exemplo, a doença vírica hemorrágica do coelho bravo.

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“Tem havido alguns problemas sanitários, problemas sanitários que se tem agravado nomeadamente os coelhos. Nesse sentido fizemos e estamos a promover um plano sanitário que não abranja só os coelhos, eu acho que cada vez mais nós devemos olhar a área sanitária como uma área integrada caso contrário não teremos sucesso e neste contexto para além de haver já alguns trabalhos de desenvolvimento nomeadamente no SOS Coelho na doença vírica hemorrágica, para além disso estamos a desenvolver um plano sanitário onde existam varias ações, varias abordagens a varias patologias enfim com esse plano sanitário consigamos no prazo razoável daquilo que é a sanidade animal que consigamos encontrar uma vacina que seja eficaz para a doença vírica hemorrágica e que consigamos também encontrar medidas sanitárias que evitem a continuidade dos problemas sanitários na caça, na caça no seu sentido geral, não pretendemos espartilhar espécie animal porque entendemos que isso que é uma má filosofia, a filosofia correta é olhar o aspeto sanitário da caça como um aspeto holístico independentemente de dar maior importância aquelas que também têm no momento maior importância quer sanitária, quer económica.”

Nuno Vieira e Brito aproveitou para felicitar os certames desta natureza, de união entre a caça e o turismo. Até por considerar uma boa forma de aumentar a economia à volta do setor.

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“É imensa a união do turismo com a cinegética e com a caça neste caso é uma aposta ganha. É uma aposta que felicito o município de Macedo de Cavaleiros porque é a aposta na estratégia de futuro. Se olharmos para a percentagem que a caça tem no PIB agrícola é uma percentagem muito reduzida e essa percentagem pode ser enormemente estimulada não só com as próprias iniciativas das floras que nos encontramos aqui, mas com uma estratégia ganhadora em que junto o turismo e a parte cinegética, se nós olharmos para o contributo da caça, estamos a falar de cerca de 80 milhões de euros, apenas cerca de 26,27 milhões são de aportes diretos o resto são aportes indiretos onde aí consideramos toda a parte do turismo e toda a parte ligada a gastronomia e aquilo que é a área indireta da caça, portanto há uma área intensa de crescimento não só a nível de suporte direto mas também a nível indireto criando uma verdadeira fonte económica para a caça, para os caçadores e para os municípios.”

Nuno Vieira e Brito, Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, em visita à XIX Feira da Caça e do Turismo e da XXI Festa dos Caçadores do Norte, que decorre até amanhã.

 

Escrito por ONDA LIVRE