Foi detetado o primeiro caso da presença da vespa do castanheiro em Trás-os-Montes.
O primeiro relato chega de Carrazedo de Montenegro, no concelho de Valpaços , e será proveniente de um viveiro espanhol, ainda que se esteja a determinar “de forma inequívoca” a origem da planta infectada.
Manuel Cardoso, Diretor Regional da Agricultura e Pescas do Norte, confirma este caso.
“Sim confirma-se são ainda casos pontuais mas confirma-se. Só temos ainda a confirmação de um lugar que estará com a vespa do castanheiro, mas confirma-se, contudo já era espetável. Isto é uma fitopatologia á qual nós acedemos com uma prontidão que não tem precedentes na nossa história e portanto ainda não faz um ano que ocorreu pela primeira vez a decepção do primeiro caso em Portugal imediatamente foi dada toda a informação ao publico porque só com uma grande informação e estando toda a gente alerta que é possível combater esse tipo de fitopatologia e foi logo desencadeado também ainda durante o ano passado o plano nacional contra a vespa das galhas dos castanheiros, logo está em execução e está tudo a correr tal como previsto.”
Manuel Cardoso lembra que apenas se devem comprar árvores acompanhadas de um passaporte fitossanitário, sob pena de estar a contribuir para o alastrar desta e de outras doenças.
Caso um agricultor suspeite da presença desta vespa, deve comunicar de imediato à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte. Pode ainda cortar os galhos infetados e queimá-los, para destruir as larvas.
“Em primeiro lugar é comunicar imediatamente as autoridades sanitárias, ou seja, nesta caso a Direção Regional de Agricultura e Pesca do Norte, seja de que forma for, pode ser telefonicamente, pode ser por mail, presencialmente, ou seja, todas as maneiras são boas para nos comunicar a existência dessa suspeita e nós iremos verificar fazendo chegar os nossos técnicos ou os técnicos das associações que estão a trabalhar connosco no sentido de confirmar. Depois aconselho as pessoas as que tenham pontualmente casos desses a fazer o corte dos ramos afetados e a queima-los é a nossa primeira medida preventiva mais eficaz porque nós estamos numa fase do ano em que ainda ocorrem as larvas ainda sobre a forma de larvas não há insetos agudos e portanto se nós podermos destruir as larvas na sua origem, não conseguimos evitar a sua evolução para insetos agudos. Não vale a pena estar a aplicar quaisquer quer produtos químicos, não há produtos químicos que sejam eficazes nesta fase para este problema.”
Manuel Cardoso deixa o apelo para que os produtores de soutos estejam alerta para a praga, mas mostra-se confiante.
“Nós temos que estar alerta isto é um problema grave, muito grave que está a afetar a nossa produção de castanhas e o que é que isso significa, significa que nós devemos estar alerta, devemos estar conscientes das implicações que isto vai trazer no futuro, são implicações da diminuição da produção de castanhas e deve-se fazer com que se mantenha o esforço de plantação de novos soutos, porque nós só continuarmos a investir e a alargar a área de plantação de novos soutos é que conseguiremos compensar a médio prazo a diminuição da produção que vai ocorrer. Nós estamos numa fase e com um conhecimento muito mais perfeito deste problema do que aquele que tiveram os italianos quando começou em Itália, os franceses quando começou em França e portanto penso que nós todos o Instituto Politécnico de Bragança, a Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, as associações do setor e a Direção Regional da Agricultor e Pescas em conjunto iremos conseguir fazer com que seja minimizado o impato desta doença e havemos de ultrapassar este problema tal como temos ultrapassado outros.”
Esperava-se que a vespa do castanheiro pudesse atingir a região transmontana na primavera, e acabou mesmo por acontecer. Já foi detetado o primeiro caso, no concelho de Valpaços.
Escrito por ONDA LIVRE


