A Associação de Caçadores de Grijó e Vilar do Monte e a UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) receberam o prémio Conservação da Natureza, atribuído pelo Safari Club Internacional (SCI).
O projeto candidato tem a ver com o estudo, investigação e monotorização de corsos na zona de caça da associação. A falta de financiamento levou-os a apresentar pedidos de apoio, segundo conta o presidente da associação, Raul Fernandes.
E, dada a entidade que o atribuiu, foi com alguma surpresa que receberam este prémio.
O prémio, de 3500€, já tem destino: a compra de uma viatura que permita à equipa de limpeza da área florestal rentabilizar o trabalho.
O prémio foi entregue às instituições no passado dia 9, em Santarém, na Convenção Anual da SCI.
Neste momento, e ainda em parceria com a UTAD, estão a decorrer censos em cerca de 700ha dos cerca de 1500ha da zona de caça. Estes censos estão a ser feitos por uma aluna espanhola, que está a terminar a licenciatura. O objetivo é averiguar com exatidão quantos corsos existem em estado selvagem.
No cercado de 35ha, pertencente à associação e destinado à reprodução em cativeiro, existem atualmente 15 animais e um número ainda não preciso de crias. Esta conservação da espécie faz-se desde 1999, altura em que os animais selvagens estavam a desaparecer.
Raul Fernandes explica que também estes animais serão libertados, quando houver permissão para a caça ao corso, coisa que, acredita, está para breve e para a qual já pediram autorização.
Escrito por ONDA LIVRE

