O produto de combate ao cancro do castanheiro, desenvolvido na Escola Superior Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança está a apresentar alguma demora em chegar aos agricultores e poderá não chegar para as encomendas.
Em causa está o processo necessário antes de aplicar o remédio, que consiste em identificar o tipo de estirpe característica de uma determinada zona, para poder aplicá-lo da forma mais adequada. Além disso, os produtores não têm acesso livre ao produto, devendo procurar as associações de apoio aos agricultores para que estes possam disponibilizar o produto, caso os castanheiros se encontrem numa área onde esse estudo já foi feito.
Os investigadores da Escola Agrária estão a desenvolver este trabalho gradualmente, sendo que o trabalho já está concluído na freguesia de Parada e está na fase final em Espinhosela, ambas no concelho de Bragança.
O presidente da Junta de Freguesia de Espinhosela, Telmo Afonso, teme, no entanto, que o produto não chegue para as encomendas.
Além do cancro, também a doença da tinta e a vespa da galha do castanheiro podem por em risco a principal fonte de rendimento dos habitantes de Espinhosela. A vespa do castanheiro é a praga que mais preocupa Telmo Afonso.
Quanto à aplicação do remédio desenvolvido pelo IPB para o combate ao cancro do castanheiro, a investigadora da Escola Superior Agrária, Eugénia Gouveia, pede paciência aos agricultores, para que se possa desenvolver o trabalho de identificação das estirpes antes de aplicar o produto e assim garantir a sua eficácia.
A investigadora garante, no entanto, que para já, não há falta de produto e há até zonas em que já pode ser aplicado e não há interessados, como é o caso de Parada.
O produto de combate ao cancro do castanheiro, desenvolvido na Escola Superior Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança a apresentar alguma demora em chegar aos agricultores e a poder não chegar para as encomendas.
Informação CIR (Rádio Brigantia)


