Mais trabalhadores morreram na construção civil no primeiro semestre do ano

No primeiro semestre deste ano morreram 16 trabalhadores em acidentes de trabalho na construção civil, mais três pessoas do que em igual período de 2014.

O anúncio foi feito hoje pelo presidente do Sindicato da Construção Civil, Albano Ribeiro.

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“Em 2013 tivemos 33 acidentes de trabalho. Em 2014, 41. E este ano, se não forem tomadas medidas, podemos chegar aos 50 trabalhadores.

Se não forem tomadas medidas, podemos ter muitos mais mortos no final do ano. O Sindicato, naturalmente, tudo fará para que não morram mais trabalhadores.”

O sindicalista acusa o Governo, e em particular o ministro da Segurança Social, Mota Soares, bem como a Autoridade para as Condições do Trabalho, de falta de apoio na promoção de segurança e saúde nos locais de trabalho.

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“Responsabilizamos o Dr. Mota Soares porque as verbas para o funcionamento da ACT vão do Ministério da Segurança Social. Os trabalhadores da Construção descontam para lá, e são muitos, 600 mil. Acho que deveria apoiar mais as candidaturas, como outros Governos fizeram.

Se não fosse a nossa intervenção, morreriam mais trabalhadores.”

Albano Ribeiro considera que se não fosse a intervenção daquele sindicato morreriam mais trabalhadores, mas assume que não têm os meios necessários e reitera a necessidade do Estado apoiar mais na nobre questão de que “primeiro está a vida humana e depois estão as outras coisas todas”.

Informação CIR (Rádio Ansiães)