Veja o vídeo AQUI.
Ontem, no primeiro jogo internacional do Pavilhão Municipal de Macedo de Cavaleiros, a Seleção Portuguesa de sub-21 venceu a Seleção principal de Andorra por 7-0, em mais um jogo de preparação, depois de no dia anterior ter vencido a mesma equipa por 5-0.
Gonçalo inaugurou o marcador, aos 6 minutos de jogo. Aos 13 minutos, Andorra deu uma ajuda com um autogolo de Jonatan Nunêz. Afonso Jesus e Miguel Brito encerram os golos da primeira parte, que aponta 4 a favor da Seleção das Quinas.
José Luís, selecionador nacional, realça que este estágio em Trás-os-Montes tem sido uma boa experiência.
“Claro, sem dúvida. Já não é a primeira vez que cá estamos como sabem, estivemos a época passada com os A’s aqui no distrito. Foram dois jogos, dois bons resultados. Há que realçar que era esse o nosso objetivo, conseguir duas vitórias sem sofrer golos que também foi importante, e há que realçar aqui que esta equipa tem um grande potencial, tem já muita qualidade, tem jovens que mostraram um carácter e uma ambição enorme e, cada dia que passa, sentimos que, cada vez mais estão melhor preparados para vir a integrar a Seleção A.
Esse é o objetivo da criação das selecções jovens, atitude e comportamento que eles demonstraram ao longo destes dias.”
Do outro lado, Xavier De La Rosa, reconhece a superioridade portuguesa, salientando, no entanto, que foram bons testes para os jogadores que possam a vir a integrar o coletivo no Mundial na Moldávia.
“O que nós fizemos foi preparar a fase prévia que temos agora para o mundial, que jogaremos na Moldávia. Somos um país pequeno, temos muito pouco por onde escolher e viemos com gente muito jovem. É verdade que jogamos contra os sub 21, temos jovens muito novos. Temos o país que temos, estamos muito contentes, lutamos com o que temos e estamos orgulhosos. Disputamos com a Seleção Portuguesa de Sub-21 que, para nós, é uma seleção muito importante porque o nível que nós temos é aquilo que temos.
Estamos felizes por ter vindo a Portugal, de termos tido um jogo amigável e, eu, como treinador, ter provado coisas que queria provar, jovens que quero levar à Moldávia nestes dois partidos.”
Na segunda parte, mais três golos. Desta vez, Rafa, Tiago Sousa e Tiago Cruz fizeram o gosto ao pé, num jogo onde Andorra não teve argumentos para lutar.
A Federação Portuguesa de Futebol fez-se representar nesta passagem pelo nordeste por Pedro Dias, vice-presidente da direção responsável pelo futsal e pelo futebol de praia.
“Estivemos aqui recentemente com a Seleção absoluta em Bragança. Houveram dois jogos de preparação, temos tido o Fernando Gomes e a sua equipa que, em três anos e meio, tiveram a oportunidade de fazer chegar jogos de Seleções Nacionais a todos os distritos do nosso país e a muitos concelhos. Essa tem sido a postura da Federação que é para manter, e é, naturalmente, muito importante fazer chegar as Seleções Nacionais, dentro do possível, a todos os cantos do nosso país.
Sentimo-nos bem nestes meios mais pequenos onde não é tão habitual virmos, sentimos e estamos em casa, estamos em Portugal. Sentimo-nos muito bem acolhidos e todos têm feito um esforço muito grande para receber bem as Seleções Nacionais. Mais uma vez, um jogo às 17h em Macedo de Cavaleiros com o pavilhão cheio.”
Já Duarte Moreno, presidente do município, congratula-se com este primeiro jogo internacional.
“É sempre bom receber visitantes no nosso território. Receber a Seleção Nacional e também uma Seleção de outro país, mesmo que seja um Principado, é mais que ótimo. Além disso, a nossa Seleção portou-se muito bem, ganhou, e os Macedenses corresponderam também à chamada mostrando que estamos aqui todos para apoiar a Seleção Nacional. Foi a primeira vez que aconteceu um jogo destes no Pavilhão Municipal que já tem algumas décadas e que continua a desempenhar as suas funções tão bem quanto no primeiro dia que foi construído.”
Uma visão não partilhada por António Ramos, presidente da Associação de Futebol de Bragança, que deixa o repto para que se melhorem as condições, a fim de incentivar a modalidade mais praticada no país em recinto fechado.
“Há exigências que são da Federação, da UEFA, e outros, em que, por exemplo, o piso tem de ter caixa de ar de madeira, tem de haver o espaço mínimo exigido entre barreiras, e mais questões. O pavilhão já oferece essas condições desde que haja implementação, até para os jovens do concelho que praticam modalidades neste pavilhão, para que a curto e médio prazo não tenham problemas tendinosos, musculares e outros.
Porque o amortecimento dos impactos no chão é mais suave, e para que, mesmo na idade adulta, eles tenham menos probabilidade de ter lesões no futuro.”
Duarte Moreno, que já no verão tinha respondido a este desafio, desta vez feito pela Federação Portuguesa de Voleibol, volta a reforçar a vontade de melhorar as condições.
“A mudança de áreas e o alargamento não serão possíveis, mas o melhorar das instalações sim, também no âmbito de melhorar para as escolas e para o agrupamento escolar. O objetivo não é transformar o pavilhão numa modalidade especifica mas para que os estudantes também possam usufruir melhor destas condições, até porque, em quase três décadas, ainda temos um piso em bom estado, não tão bom como deveria mas que ainda levou bastante tempo para chegar ao ponto que chegou para ser reabilitado.
O trabalho que vamos fazer é no sentido de melhorar as condições para as modalidades que aqui se praticam, em especial para o futsal e vólei e para a acção escolar. Portanto, essa reabilitação terá a ver com a cobertura, o pavimento, uma sala de aquecimento e várias outras coisas que estão em causa aqui neste pavilhão.”
Ficam estas obras à espera que as verbas sejam libertadas. Duarte Moreno diz que “em época de tiros certeiros”, as remodelações só vão avançar quando o projeto, já aprovado, possa captar verbas, para que depois se abra concurso público para concessionar a execução.
Escrito por ONDA LIVRE


