Sem medalhas, mas estreia positiva em campeonatos do Mundo

Terminou ontem o 20º WAKO, Campeonato do Mundo de Low Kick, que ditou a estreia de Carolina Cadavez (-60kg) e Ali Turcu (-94kg), atletas da Associação de Desportos de Combate de Macedo de Cavaleiros (ADCMC), como representantes do país.

Não chegaram aos quartos-de-final, ao serem eliminados pelos polacos Paulina Jarzmik (-60kg) e Piotr Wypchal (-94Kg). Competição que marcou também a estreia de Luís Durão como selecionador nacional.

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“Já tinha informado que ia ser uma prova muito complicada, sabíamos o que íamos encontrar, esperávamos alguma sorte no sorteio, onde, infelizmente nos saíram os principais cabeças de série com quem os atletas se bateram mas não conseguiram passar os quartos de final.

Foi pena porque nos calharam os principais candidatos mas valeu pela experiência e esperamos ter aprendido o suficiente para as próximas provas.

Eu sei que não vamos ter sempre este chamado “azar” em sorteios mas desta vez não correu mesmo bem, apanharam atletas polacos, atuais campeões do Mundo que voltaram a sagrar-se nesta prova. A tarefa é extremamente complicada, embora os nossos atletas tenham estado muito bem.”

Os outros dois elementos da Seleção, do Boavista, também não conseguiram passar os adversários de Espanha e da República Checa que saíram em sorteio.

O próximo WAKO está à porta, noutra modalidade, nova competição para Luís Durão.

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“Vamos ter o campeonato do mundo em Dublin, de Light Contact e Point Fighting que é no final deste mês e dura também uma semana.

Temos um atleta açoriano para levar que já está confirmado, e no estágio que vamos ter no Porto no próximo sábado vamos ver se há mais algum atleta com potencial e já com alguma rodagem para ir a este tipo de campeonato. Estas duas provas são muito complicadas porque é tudo muito em cima.”

E representar o país como selecionador é uma experiência “muito boa”, mas é complicado.

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“É uma experiência muito boa e temos cada vez mais a noção de que a tarefa é complicada. Estamos todos a aprender com isso e a fazer evoluir o Kickboxing em Portugal. Nas disciplinas que me dizem respeito a mim, está cada vez mais complicado porque os nossos atletas não tem a mesma rodagem dos atletas lá de fora.

Depois, também é necessário ter alguma sorte em sorteio, coisa que não aconteceu desta vez mas esperamos em Dublin conseguir algo mais. Deste vez estivemos muito próximos das medalhas, faltou muito pouco mas é extremamente complicado. Os atletas precisam de rodar mais e é o que estamos a contar fazer no próximo estágio, com vista à próxima época.”

Em Belgrado, na Sérvia, os atletas portugueses da ADCMC ficaram no Top 8 mundial, apesar de não terem conquistado nenhuma medalha desta vez.

Escrito por ONDA LIVRE